Endereços mal-assombrados para visitar em São Paulo

O medo irracional do número 13 e a fobia das sextas-feiras 13 têm até nome: triscaidecafobia e parascavedecatriafobia, respectivamente.
E toda vez que o dia 13 cai numa sexta-feira é a mesma história: supersticiosos ficam em alerta, ninguém quer passar debaixo de uma escada e gatos pretos… Bom, deixemos os gatos pretos para quem gosta dessa variante felina.

foto: Klaus Balzano/Flickr – Creative Commons
Teatro Municipal de São Paulo (foto: Klaus Balzano/Flickr – Creative Commons)

Historicamente, essa combinação de data está vinculada à má sorte e às superstições, cujas origens remontam a lendas que surgiram em diferentes endereços, ao redor do mundo.
Confira seis endereços paulistanos que o Viagem em Pauta selecionou para você visitar (ou não) nessa sexta-feira 13. Independente de suas crenças ou medos, são lugares que valem a pena visitar, não só por sua beleza arquitetônica mas também pela importância histórica de alguns deles:

TOURS MACABROS

Em São Paulo, duas empresas realizam tours guiados por endereços macabros da cidade.
A SP Haunted Tour conta com dois roteiros (às 19h e 21h30) com saída da rua Haddock Lobo e que passam por locais assombrados como o Cemitério da Consolação, Theatro Municipal, edifícios Martinelli e Andraus, Castelo da Apa e o antigo TBC (Teatro Brasileiro de Comédia).
Já o circuito ‘São Paulo do Outro Mundo’, da agência Graffiti, inclui visitas a endereços fantasmagóricos como a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Catedral da Sé e a Casa de Dona Yayá. 


PARANAPIACABA

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Conhecida como a “Silent Hill brasileira”, a vila inglesa de Paranapiacaba tem um cenário que costuma assustar os mais supersticiosos, como a tradicional neblina de final de tarde e pelos cemitérios de trens abandonados, em pleno centro histórico.
No centro histórico compacto da vila é possível visitar construções preservadas. Dali, diversas trilhas dão acesso a cachoeiras desse destino a pouco mais de 50 km da capital de São Paulo.
O destino é considerado a única vila ferroviária em estilo inglês preservada do Brasil.
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CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

foto: Jaime Leme/Flickr-Creative Commons
foto: Jaime Leme/Flickr-Creative Commons

Fundado em 1858, esse é considerado o primeiro cemitério público de São Paulo, construído a partir de doações da Marquesa de Santos. O local guarda os restos mortais de diversas personalidades, como Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral, Mário e Oswald de Andrade e Victor Brecheret, entre outros.
Visitantes afirmam ter visto vultos e espíritos por entre as lápides, inclusive o fantasma da própria Marquesa.

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MARTINELLI

foto: Andreia Reis/Flickr-Creative Commons
foto: Andreia Reis/Flickr-Creative Commons

Considerado o primeiro arranha-céu da América Latina, com 30 andares, esse edifício da década de 20 foi palco de assassinatos que começaram a acontecer no local.
Em março de 1947, um cadáver do adolescente Davilson Gelisek de apenas 14 anos foi encontrado no local.
Em junho 1965, o prédio foi palco também de outro assassinato. Inicialmente, dado como suicídio de Neide Rosa dos Santos, o crime terminou com a moça sendo jogada pela janela do Martinelli.
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TEATRO MUNICIPAL

foto: Klaus Balzano/Flickr – Creative Commons
foto: Klaus Balzano/Flickr – Creative Commons

Inaugurado em 1911, o Theatro Municipal tem sua construção inspirada na Ópera de Paris e serviu de cenário da Semana de Arte Moderna, em 1922, marco histórico da cultura brasileira.
Funcionários desse teatro do centro de São Paulo relatam terem ouvido cantos, teclas de piano acionadas sozinhas e movimentos nos camarins, mesmo quando estava vazio. Acredita-se que espíritos dos artistas que passaram por ali ainda rondam o local.
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VALE DO ANHANGABAÚ

foto: Diego Torres Silvestre/Flickr-Creative Commons
foto: Diego Torres Silvestre/Flickr-Creative Commons

Considerado um dos mais belos cartões postais de São Paulo, onde estão os viadutos do Chá e da Santa Ifigênia, a Prefeitura de São Paulo e o Theatro Municipal, o local tem também uma história sangrenta e assustadora.
“Rio ou água de mau espírito”, em tupi, o Anhangabaú era visto pelos índios como um rio que servia de moradia de Anhagá, uma criatura maligna que podia assumir a forma de vários animais. Diz a lenda também que os pajés recomendavam que não bebessem ou se banhassem naquele rio, pois era um local amaldiçoado.
Sensitivos afirmam que a região emite uma energia muito ruim e que é perceptível a presença de assombrações no vale, onde houve tanta morte. 

CASA DE DONA YAYÁ

foto: Divulgação
foto: Divulgação

Construída no tradicional bairro italiano do Bixiga, no estilo das antigas chácaras do século 19, o atual Centro de Preservação da USP foi palco das mortes inusitadas de todos os parentes de Sebastiana de Mello Freire, conhecida como Dona Yayá.
Herdeira de uma grande fortuna, Sebastiana foi diagnosticada com uma doença mental e ficou reclusa na própria casa, adaptada com grades e portas pesadas para isolá-la.
A última integrante daquela importante e rica família paulistana ficou presa no local por mais de meio século, falecendo aos 74 anos na casa de onde nunca saiu.
Conta-se que é possível escutar a voz e os passos da antiga dona, gritando em sofrimento enquanto continua a habitar o local.
SAIBA MAIS
Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista
De segunda a sexta, das 9h às 17h; domingos, das 10h às 15h
Entrada gratuita
Tel.: 3106-3562
 

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