Viagens incríveis para fazer, quando tudo isso passar

Motu Avera, em Taha’a (foto: Eduardo Vessoni)

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os últimos anos, tem sido difícil acreditar na Humanidade.

Tem hora que a gente quer se isolar no mundo, em destinos inspiradores onde pouca gente colocou os pés. Sobra vontade, mas faltam dinheiro e coragem.

Marcado por crises econômicas e políticas, em quase todos os continentes, o planeta tem assistido também a uma degradação ambiental que não só causou vergonha na gente como também afastou turistas em ecossistemas fundamentais para a manutenção da vida.

O finado 2019 viu queimadas na maior floresta tropical do planeta, maus-tratos à vida selvagem do Cerrado, derramamento de óleo no litoral brasileiro e uma infinidade de protestos que paralisaram países inteiros.

Sem falar na crise que, pelo menos, no Brasil parece sem horar para acabar, e no surto de coronavírus que vem assustando o planeta.

Provavelmente, as sugestões de destinos abaixo (ainda) não cabem na maioria dos orçamentos do brasileiro viajante, mas ficam aqui as dicas de algumas viagens incríveis no planeta. Do Ártico à Antártica, da Polinésia à Croácia, da América do Sul à Ásia, da Amazônia brasileira ao Pantanal.

Afinal de contas, a gente é brasileiro e acredita que tudo isso vai passar.

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VIAGENS INCRÍVEIS

POLINÉSIA FRANCESA

Visitar terras paradisíacas do outro lado do mundo tem seu preço e, em se tratando de Polinésia Francesa, os custos são elevados, em uma das viagens mais exclusivas do planeta, daquelas que a gente nunca mais quer voltar para casa.

Mas muito mais do que bangalôs românticos sobre o mar, o Taiti, a principal porta de entrada para a região, pode ser um destino acessível com algumas práticas que reduzem os custos da viagem.

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VELEIRO NA CROÁCIA

Baías abrigadas, águas calmas e marinas bem estruturadas. Essas condições colocaram a Croácia, destino com cerca de mil ilhas e 700 praias, entre um dos melhores pontos do mundo para velejar.

A costa croata abriga um mar de ilhas que facilita o deslocamento entre um pedaço e outro de terra, em viagens curtas até cidades pequenas, aos pé da Biokovo, a segunda maior cadeia de montanhas do país.

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ISLÂNDIA

Fazer turismo nesse país, no extremo norte do planeta e com menos de 102 mil km², pouco mais do que a área total de Pernambuco, é se banhar em um campo de lava em meio a fumarolas, fazer tratamento de spa em banheiras de madeira lotadas de cerveja, ver baleias singrando fiordes, descer de guindaste até o interior de um vulcão adormecido e conhecer até um museu, cujo acervo é feito de pênis de diversos tipos de animais.

Conheça atrativos da Islândia

CASTELOS DA FRANÇA

Localizado no centro-norte da França, o Vale do Loire não só viu nascer o Renascimento francês, cujo principal apoiador foi o próprio Francisco I, como também abriga a maior concentração de castelos do mundo. De cerca de mil construções medievais, 300 delas estão abertas para visita pública.

Com 280 km de extensão, o Vale do Loire é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e conhecido como o ‘Jardim da França’, devido aos trabalhos paisagísticos do lado de fora de castelos.

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GROENLÂNDIA

Para chegar na Groenlândia, um brasileiro saindo de São Paulo precisa encarar 4 voos e uma última etapa de helicóptero, um voo curto de 15 minutos sobre um dos maiores sistemas de fiordes do mundo até Ittoqqortoormiit, a cidade mais isolada da Groenlândia, na costa leste da ilha.

O resultado no currículo é ter uma das experiências mais fascinantes (e inóspitas) da vida. CONFIRA COMO É A VIAGEM

ANTÁRTICA

Este é o continente mais frio do planeta, recebe rajadas de ventos com velocidades extremas e fica longe, muito longe. Ainda assim, tem gente que paga (e não é pouco) para fazer essa que pode ser considerada uma das viagens mais exóticas e exclusivas do planeta.

As viagens costumam ser realizadas em navios quebra-gelo, adaptados para fins turísticos e marcados pela informalidade.

Foto tirada às 23h11, em Porto Lockroy, um dos destinos turísticos da Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

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“Antártica ou Ártico? Conheça as diferenças e viaje para os extremos do planeta”

HONG KONG

Conhecido como o destino onde o Ocidente encontra o Oriente, Hong Kong é uma das metrópoles mais fascinantes da Ásia. E quem já esteve em Buenos Aires, São Paulo ou Nova York nem deve sentir o choque cultural de um país em que a maioria da população ainda se comunica em cantonês, e o inglês nem sempre é o idioma disponível.

Embora voltada para os negócios internacionais, Hong Kong consegue ter tempo para os assuntos espirituais e abriga construções de origem budista e taoista que seguem alheias àquela movimentação frenética, cuja fumaça de incensos se confunde com o tradicional nevoeiro de Hong Kong.

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ATACAMA

De tempos em tempos, viajantes brasileiros escolhem um novo destino turístico no exterior para chamarem de seu (foi assim com Bariloche, Buenos Aires e Santiago, só para ficarmos por aqui mesmo, na América do Sul).

Nos últimos anos, esse destino do norte do Chile viu chegar uma onda de brasileiros que descobriram a região. Seja pela primeira vez ou não, o Deserto do Atacama é daqueles destinos que valem a pena ser visitados em várias viagens e em diferentes estações do ano.

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MACHU PICCHU

Para fugir da muvuca que fez de Machu Picchu um dos atrativos mais visitados (e caóticos) do Peru, a dica é o Lares Adventure, do selo Mountain Lodges of Peru.

Neste roteiro lodge to lodge que dura até uma semana e tem hospedagem em hotéis isolados dos Andes, o visitante segue por caminhos alternativos que levam até Machu Picchu.

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AMAZÔNIA

Tem igarapés que confundem a mente com copas de árvores que se fundem no reflexo das águas; cachoeiras que caem sobre árvores centenárias; macacos que surgem do meio da floresta e invadem barcos simples com visitantes exaltados; botos que sempre aparecem quando chega um forasteiro novo; e tem até um cruzeiro literário que singra águas escuras que rasgam uma das maiores florestas do planeta.

E pode voltar quantas vezes for preciso, que nunca vai faltar atividade nova, em território amazônico.

Um dos destinos amazônicos que devem entrar na lista dos mais procurados, em 2020, é a vila de Alter do Chão, em Santarém.

Ilha do Combu, próximo a Belém (foto: Eduardo Vessoni)

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PANTANAL

Entre o noroeste do Mato Grosso do Sul e o sul do Mato Grosso, no Centro-Oeste brasileiro, a região é dividida em Pantanal Norte (MT) e Pantanal Sul (MS).

Em outras palavas: o Pantanal é imenso e merece planejamento para explorar a maior planície alagável do planeta, uma área de 210 mil km² e quase mil espécies de animais, segundo o ICMBio.

Uma das experiências mais fascinantes por ali é a expedição de observação de onças, na temporada de vazão dos rios locais. SAIBA MAIS

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