Artistas criam cartazes para o Festival de Montreux que não vai acontecer

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ela primeira vez, desde sua estreia em 1967, o Festival de Jazz de Montreux não vai acontecer, devido à pandemia de coronavírus que parou o mundo.

Mas para amenizar o silêncio que a notícia traz para a música, a organização do evento pediu que 17 artistas recriassem seus cartazes, uma das identidades visuais mais famosas do festival.

A partir do tema ‘Silent Shores’, os artistas foram convidados a dar novos ares para suas obras originais, inspirados no momento em que o mundo está vivendo. Artistas contemporâneos, fotógrafos e ilustradores fizeram então suas interpretações, imprimindo em seus novos trabalhos sentimentos como nostalgia, humor e raiva.

imagens: Montreux Jazz Festival/Divulgação

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Entre os destaques estão o famoso gramofone flower power que o artista Roger Bornand criou para a edição de 1968, e que agora é decorado com um imenso coronavírus na boca do aparelho.

Já o designer gráfico Bruno Gaeng reuniu seus trabalhos de 1971, 1974 e 1975, em um único pôster em que um saxofone se transforma em um dedo do meio.

O brasileiro Romero Britto, autor do cartaz que ilustra a edição de 1999, também deu sua contribuição. Neste link, você conhece todos os cartazes criados para o Festival de Jazz de Montreux, desde sua primeira edição, em 1967.

Cartaz da edição de 1999, criado pelo brasileiro Romero Brito (imagem: Reprodução)

As obras revisitadas medem 50x70cm cada uma e custam 89 francos suíços (R$ 476, aproximadamente). Os trabalhos podem ser adquiridos na loja online do festival e o envio pelos correios é exclusivo para alguns países.

Paralelo a esse período limitado de venda, o MJF lançou também um concurso de design aberto ao público.

Até o dia 18 de junho de 2020, os interessados podem enviar sua versão de pôster por este formulário. Os dez mais votados receberão um ALL MUSIC PASS para a edição 2021 do festival.

Todos os trabalhos, ganhadores ou não, serão exibidos no site do festival.

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