Dia da Amazônia: 5 motivos para conhecer a maior floresta tropical do mundo

N

este 5 de setembro, declarado Dia da Amazônia, não temos muito o que comemorar. Nas últimas décadas, a região tem agonizado na própria diversidade e segue sendo retratada como o destino exótico num canto do país onde ninguém vai.

Mas na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia vai além da vida animal selvagem (que aliás é rara de ser vista) e dos índios fantasiados de índio para entreter turistas.

Ainda hoje as populações do Alto Solimões, quando viajam para Manaus, dizem que vão para o Brasil” (Márcio Souza / autor de “A História da Amazônia”)

Embora ainda não seja hora de voltar para a estrada, sobretudo em regiões distantes de acesso limitado para quem vem do lado de cá do Brasil, a Amazônia é daqueles lugares que todo brasileiro precisa conhecer um dia.

Neste post, o Viagem em Pauta lista cinco (entre tantos outros) bons motivos para você colocar a região na sua lista de próximos destinos.

Tem cidades bem estruturadas

Belém (PA) e Manaus (AM) têm acesso fácil à floresta amazônica e são as cidades com as melhores estruturas turísticas da região.

No entanto, quem chega às principais capitais do Norte pode se decepcionar em um primeiro momento: caos no trânsito, vias sujas e insegurança nas ruas ainda são problemas nas duas cidades.

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Vista da região do Mercado Ver o Peso, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Tem praia de rio

Quem não tem mar, vai de rio mesmo. E haja rio em terras amazônicas.

De julho a dezembro, destinos como Manaus (AM) e Alter do Chão (PA) veem suas águas baixarem, revelando praias de rios.

É durante o verão amazônico que locais como a Ilha do Amor, banco de areia em frente à orla de Alter do Chão, ganham estrutura turística como bares fluviais e atividades náuticas.

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Tem igarapés

Se você tiver tempo para uma única experiência na Amazônia, invista nos passeios por igarapés próximos a Belém, Santarém e Manaus (só para citar alguns dos mais famosos).

No inverno amazônico, entre janeiro e junho, as chuvas fortes que caem sobre a região formam esses corredores alagados que podem ser navegados por pequenas embarcações.

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Vista das florestas alagadas da Amazônia, em Manaus (foto: Eduardo Vessoni)

Tem cachoeira

Nem parece que o caos da capital Manaus fica a pouco mais de 100 km dali.

Localizado no Baixo Rio Negro, ao norte de Manaus, o município de Presidente Figueiredo é declarado a “Terra das Cachoeiras”, em plena floresta amazônica e entre grutas, cavernas e quedas de todos os tamanhos.

Na época da cheia de rios, entre fevereiro e junho, dá até para fazer rafting, boia cross, caiaque, tirolesa e rapel.

Caverna Refúgio do Maroaga (foto: Embratur/Divulgação)

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Tem gastronomia caprichada

É na maior floresta tropical do planeta que Belém, capital do Pará, se inspira na hora de montar a mesa. Mas não basta apenas incluir pimenta, tucupi e maniva nas receitas.

A gastronomia local se exibe com criatividade, em opções que vão desde os pratos mais tradicionais, como o peixe frito com açaí do Mercado Ver-o-Peso, até versões inusitadas, como ravioli de cupuaçu e maniçoba, nhoque de pupunha, risoto de jambu e tomilho, e até sorvetes de bacuri e taperebá.

Ravioli de maniçoba do restaurante Famiglia Sicilia, em Belém (foto: Divulgação)

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