Aventura com arte: o que fazer em Cunha (SP)

A

s praias de Paraty ficam logo ali, ao final de uma estrada cenográfica que vai do interior de São Paulo ao litoral sul do Rio de Janeiro. Mas Cunha, a 230 km da capital paulista, merece mais do que uma passadinha.

Neste miniguia você encontra dicas de atrações que vão de visitas a ateliês de cerâmica a trilhas na Mata Atlântica, passando por campos de lavanda e comida de fazenda.

COMO CHEGAR

fotos: Eduardo Vessoni

Cunha fica a 230 km da capital paulista e tem acesso pelo km 65 da BR-116 (Rodovia Presidente Dutra), de onde deve-se tomar a SP-171, em direção a Guaratinguetá e Paraty.

A entrada para a cidade fica no km 46 e, para quem vem de São Paulo, são quatro pedágios, em cada sentido.

ESTRADA CUNHA-PARATY

Esta via cênica tem 9,4 km e conecta o interior paulista a Paraty, no litoral sul fluminense.

Sem nenhuma atração turística, prepare-se para cruzar uma das mais belas estradas brasileiras, cruzando o Velho Caminho do Ouro e o Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Cunha não é lugar de atrações de fácil acesso.

A área central da cidade se resume à Praça da Matriz e algumas construções históricas dispersas ao redor, mas o melhor do destino fica na beira da estrada ou em endereços rurais com acesso por estradinhas de terra.

CONFIRA ATRAÇÕES

Lavandários

Por anos, a cerâmica foi o carro-chefe do turismo em Cunha, atrativo que hoje divide atenção com os cenográficos campos de lavanda com vista para o Vale do Paraíba.

Favorecidas pelas temperaturas amenas, solo alcalino e noites mais frias, as lavandas locais podem ser vistas em espaços como o Contemplário, no Bairro do Taboão, e no clássico Lavandário, sobre uma colina com vista para a estrada e projeto arquitetônico inspirado nos estabelecimentos da Provença.

Final de tarde no Lavandário de Cunha, no interior de São Paulo (foto: Eduardo Vessoni)

Parque Estadual da Serra do Mar

Maior porção contínua preservada de Mata Atlântica no Brasil, esse parque com mais de 330 mil hectares conta com opções de caminhadas que vão de 1,7 km (Trilha do Rio Paraibuna) a 14,4 km (Trilha das Cachoeiras).

Autoguiada, a primeira trilha passa por pequenas quedas d’água e piscinas naturais para banho. Já a puxada Trilha das Cachoeiras, que pode ser combinada com trechos de carro ou bike, leva a seis cachoeiras e exige contratação de guia do próprio parque.

Cerâmica

No maior polo de arte cerâmica da América do Sul é possível visitar ateliês e até participar de oficinas de preparo de peças feitas pelo próprio visitante.

Se possível, procure programar a viagem em dias de abertura de forno, um ritual ceramista em que se apresentam as peças ao público pela primeira vez.

Ateliê Suenaga e Jardineiro, em Cunha (foto: Eduardo Vessoni)

Um dos endereços mais tradicionais e cenográficos do destino é o Suenaga e Jardineiro, cujos trabalhos têm forte influência oriental e são terminados com esmaltes feitos com cinzas de eucalipto e de casca de arroz.

Pedra da Macela

Com acesso pelo km 66 da SP-171, a Pedra da Macela pode ser visitada, após uma caminhada de dois quilômetros por terreno íngreme até uma das mais belas imagens de Cunha.

A 1.840m de altitude, no Parque Nacional da Serra da Bocaina, esse pico tem vistas de Paraty, da baía de Ilha Grande e de Angra dos Reis.

Vista do alto da Pedra da Macela, em Cunha (foto: Eduardo Vessoni)

ONDE FICAR

Pousada Candeias (foto: Eduardo Vessoni)

Pousada Cheiro da Terra:
Opção mais urbana, na entrada da cidade, com opções de chalés, equipados com lareira.

Pousada Candeias
A 13 km de Cunha e a 35 km de Paraty, essa pousada é endereço de casais e famílias que procuram o clima da serra, perto do litoral.

ONDE COMER

Trutas do Gnomo Restaurante (foto: Eduardo Vessoni)

Comer em Cunha é uma experiência única, cujos pratos são uma mistura equilibrada entre comida da roça e cozinha criativa.

Não deixe de provar os pratos do Do Gnomo Restaurante (Estrada Municipal do Ribeirão) e do Veríssima Bistrô.

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