Grátis e online, festival de artes homenageia a música e as mulheres da Amazônia

De 12 a 19 de dezembro, o Festival MANA 2.0 acontece em formato virtual e com acesso gratuito, em homenagem às mulheres da Amazônia.

Criado em Belém, em 2017, esse evento amazônico une música e feminismo, e já reuniu figuras como a filósofa Djamila Ribeiro e o duo Guitarrada das Manas, considerada a primeira banda do gênero formada por mulheres.

A edição deste ano traz nomes como Tulipa Ruiz e MC Tha, responsável pelo som que vem da periferia de São Paulo, em shows intimistas e exclusivos para o MANA 2.0.

“O MANA conecta o Pará com o Brasil, debate o protagonismo das mulheres na música, criando diálogos e conexões necessárias para este fortalecimento”, define Aíla, curadora do festival e cantora paraense.

Dona Onete (foto: Divulgação)

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Porém, a homenageada deste ano será Dona Onete, a ex-professora de História que ganhou fama nacional como cantora e compositora do carimbó chamegado. Na abertura do festival, a artista dará uma entrevista exclusiva em um dos painéis de debate, o “Escuta as Manas”, às 19h10, na página do evento na Twitch.

“Nosso intuito é abrir caminhos para que nós, mulheres da música, consigamos nos capacitar cada vez mais, e ocupar espaços significativos e diversos neste mercado, que ainda resiste em visibilizar as mulheres, sobretudo as do Norte”, completa Aíla.

O carimbó com arte do festival segue também com uma programação que inclui com show das Suraras do Tapajós, o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas, de Alter do Chão, e encontros musicais inéditos, como o “Chorinho das Manas”, que vai reunir mulheres do choro, ritmo que formou gerações de músicos em Belém.

A programação contará ainda com o show “As Brabas do Norte”, com as rappers paraenses Bruna BG e Nic Dias e o tecnobrega da artista Keila.

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OFICINAS

Para as profissionais da música, o evento promoverá também três oficinas, todas online e com inscrições gratuitas, cuja seleção será feita por cadastro de interesse.

Com 100% das vagas destinadas às mulheres, os encontros contarão com lugares para até 50 participantes por oficina e com 50% das inscrições destinadas às mulheres da Amazônia.

Os temas desta edição são “VJing para Shows”, em que a artista visual Leticia Pantoja aborda a prática da arte do vjing em shows; “Criação, produção e performance no Ableton Live”, onde a cantora baiana Neila Kadhí aborda o uso desse software para a criação e produção de performances; e “Som ok! Vídeo ok! Como fazer uma live em casa”, com Flora Guerra, que há mais de dez anos pesquisa e trabalha com operação de som ao vivo, gravação e finalização de áudio para shows e espetáculos.

Durante a semana, o Festival MANA 2.0 terá também painéis com temas do mercado da música, como “Shows cancelados: a live é o novo palco?”, “Abra os ouvidos! A nova cena contemporânea da música é indígena”, “Produção musical na pandemia: é hora do home estúdio” e “Na rua, na rima, na batalha: o rap é delas”, entre outros.

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SAIBA MAIS
Festival MANA 2.0
de 12 a 19 de dezembro
As oficinas têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo site do evento.
www.festivalmana.com

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