Brasil No Instagram Últimas Viagens

Cinco ilhas brasileiras que você não conhece (e nem vai conhecer)

Esses destinos são ideias para férias perfeitas. Piscinas naturais rodeadas por recifes de corais, praias selvagens em áreas isoladas do Atlântico e abundância de animais endêmicos.

Pouca gente conhece. E vai continuar sem conhecer.

Neste post, listamos cinco endereços brasileiros em que é proibido o acesso para visitantes (para a sorte dessas áreas preservadas e isoladas), mas que não seria nada mal poder fazer mergulho no Atol das Rocas, conhecida como a primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil; visitar as praias selvagens do destino mais distante do Brasil, a apenas 2.400 km da África; ou explorar território por onde já passou nomes conhecidos da navegação mundial como Charles Darwin e Ernest Shackleton.

Assim como descreve Alice Grossman, no prefácio do belo Atol das Rocas 3º51´S 33º48´W (editora Beĩ), “no atol, somos vencidos, somos sempre intrusos”.

E que continue assim para que pedaços isolados de terras brasileiras sigam selvagens, preservadas e como sonho utópico de viajantes com almas aventureiras.

CONFIRA STORIES

VEJA TAMBÉM: “Viagens incríveis para fazer, quando tudo isso passar”

Atol das Rocas

Primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil, em 1979, o Atol das Rocas é formado por um anel de arrecifes com 7,2 km² de superfície e 3,2 km de diâmetro, em uma área preservada de 360 km², incluindo o atol e toda a área marinha ao redor.

Atol das Rocas (foto: Projeto Tamar)
Atol das Rocas (foto: Projeto Tamar)

Segundo o Projeto Tamar,  esta é a segunda maior área de reprodução da tartaruga-verde do país (a primeira fica no Espírito Santo, na ilha de Trindade) e abriga também a tartaruga-de-pente, cujos estudos são facilitados pelas piscinas naturais de águas cristalinas e abrigadas.

O atol, Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, pertence ao Rio Grande do Norte e está a 267 km de Natal e a 148 km a oeste do arquipélago de Fernando de Noronha.

SAIBA MAIS: “40 anos da Reserva Biológica Atol das Rocas: o Brasil que você nunca vai visitar”

Trindade e Martim Vaz

Vista aérea da ilha Trindade (foto: Simone Marinho/commons.wikimedia.org)
Vista aérea da ilha Trindade (foto: Simone Marinho/commons.wikimedia.org)

Localizadas no Oceano Atlântico como área do município de Vitória, no Espírito Santo, essas ilhas estão a pouco mais de 1.100 km do continente.

Com natureza selvagem, no sentido mais literal da expressão, o arquipélago é considerado o destino mais distante do território brasileiro. Só para ter uma ideia, a África está  a inocentes 2.400 km dali.

Nesta espécie de Ilha de Lost brasileira, no extremo leste do País, a biodiversidade abriga espécies endêmicas como o caranguejo-amarelo, pardela de trindade, uma subespécie de fragata e bosques de samambaias gigantes com mais de 5 metros.

Atualmente, apenas a Ilha da Trindade é habitada e serve como base militar da Marinha.

Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Arquipélago de São Pedro e São Paulo (foto: Wikimedia Commons)
Arquipélago de São Pedro e São Paulo (foto: Wikimedia Commons)

Localizado a quase mil quilômetros do ponto mais próximo do continente, esse arquipélago é considerado um dos lugares mais distantes do Brasil.

O arquipélago é o único conjunto de ilhas oceânicas brasileiras acima da linha do Equador.

Por ali passaram nomes conhecidos da navegação mundial como Charles Darwin, em sua viagem ao redor do mundo, em 1832, e Ernest Shackleton, em 1921.

Além dos poucos humanos a passarem por aquelas ilhas, o arquipélago é habitado por aves como atobás e viuvinhas, caranguejos, tubarões-baleia e arraias jamanta.

Ilha da Queimada Grande

Ilha da Queimada Grande, em Itanhaém (foto: Prefeitura Municipal de Ianhaém/Flickr-Creative Commons)
Ilha da Queimada Grande, em Itanhaém (foto: Prefeitura Municipal de Itanhaém/Flickr-Creative Commons)

Nem se pudesse, você gostaria de visitar essa ilha

Conhecido como a ‘Ilha das Cobras’, esse pedaço de terra a 35 quilômetros da costa de Itanhaém, no litoral de São Paulo, é dominado pelas  jararaca-ihoa.

O desembarque na Ilha Queimada Grande é proibido não só pela falta de praias ou enseadas mas também por abrigar 15 mil cobras venenosas, em uma área de 1500 x 500 m².

E as descrições são assustadoras. De coloração clara, essa espécie atinge até dois metros de comprimento e está presa em uma ilha rochosa onde o alimento se resume a aves, daí a habilidade de subir em árvores. Sua picada pode matar uma pessoa em apenas seis horas.

É por esses motivos que por ali passam apenas cientistas e mergulhadores, cuja visibilidade local atinge pode chegar a 20 metros, de novembro a julho, e os locais garantem que as cobras não aprenderam a nadar (ainda).

LEIA TAMBÉM: “Conheça a ilha do litoral de SP que é habitada apenas por serpentes venenosas”

Ilha de Alcatrazes

Vista aérea da Ilha de Alcatrazes, em São Sebatião, no litoral norte de São Paulo (foto: Ricardo Moura/Flickr-Creative Commons)
Vista aérea da Ilha de Alcatrazes, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo (foto: Ricardo Moura/Flickr-Creative Commons)

Situada a 45 km de São Sebastião, esta é a única das ilhas proibidas que podem ter seu acesso público liberado, cujo plano de criação de um parque nacional foi anunciado em 2013.

Formado por 13 ilhas e ilhotas, o arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista, é considerado o maior berçário de aves marinhas do sudeste brasileiro e abriga espécies como a jararaca-de-alcatrazes e a perereca-de-alcatrazes, que só existem na região.

De 1980 a 2013, o paredão de rochas da ilha principal era usado como raia de tiros da Marinha brasileira. “O Ministério do Meio Ambiente (MMA) defende a criação do parque pela importância estratégica e geográfica do arquipélago, lugar de belezas exuberantes e habitat de diversas espécies endêmicas.

A criação do parque permitiria a visitação controlada no arquipélago, antiga demanda da população do litoral norte de São Paulo”, segundo descrição no site do ICMBIO.

Salvar
Salvar
Salvar
Salvar
Salvar
Salvar

34 comentários

Wellington Souza 26 de novembro de 2015 at 15:04

Este é o Brasil, um país em que nem os próprios brasileiros podem pisar em suas próprias terras.

Responder
donisete 27 de janeiro de 2016 at 11:21

ainda bem ..e que continuem bem longe de todos essses lugares.

Responder
Flávia 28 de janeiro de 2016 at 23:36

Ainda bem mesmo que os brasileiros não podem pisar. Só destroem, não preservam nada. Que continuemos intrusos de lugares ricos em vida marinha, natureza…

Responder
Josué 11 de março de 2019 at 01:08

E por ser uma area restrita só para a marinha mesmo e os cientitas

Responder
JOOJ CEEC 24 de setembro de 2020 at 12:09

CONCORDO

Responder
Rafael Ribeiro 19 de abril de 2016 at 15:42

Só uma correção: a jararaca ilhoa não é a unica serpente brasileira capaz de escalar as arvores. Qual a fonte da informação? Esta errada.

Responder
Viagem em Pauta 19 de abril de 2016 at 16:39

Rafael, obrigado pelo comentário.
Informação corrigida.

Responder
Silvio Alpendre 11 de julho de 2017 at 09:58

O texto não faz menção alguma sobre unicidade de escalar árvores.

Responder
nabunda 14 de agosto de 2020 at 15:40

vai te catar

Responder
Silvia Mara bachiega 14 de novembro de 2016 at 00:00

SERÁ QUE ALGUM DIA O SER HUMANO E A NATUREZA CONSEGUIRÃO VIVER EM HARMONIA…?…POR ENQUANTO….NÃO…..POR ISSO A PROIBIÇÃO DE SE VISITAR ESSES LUGARES…..PARA NÃO SE DESTRUIR…..

Responder
Débora Ataide | Ataide's por aí 24 de janeiro de 2017 at 15:49

Aquele momento que você fica na vontade de conhecer… Menos a das Cobras. kkkk Texto maravilhoso!

Responder
Camila Santos 26 de fevereiro de 2017 at 15:54

Vocês eu não sei, mas eu já fui 2 vezes pra Ilha da Trindade hahah e em breve pra Arquipélago de São Pedro e São Paulo! (Bióloga aqui hehe)

Responder
Carlos Alberto de Andrade 5 de abril de 2017 at 17:44

Ola Camila, Sou militar da reserva da Marinha Brasileira e servi na Ilha de Trindade durante 6 meses no ano de 1972. Naquela época não se permitia a presença nem de biólogos ou de outro profissional qualquer que não fosse somente os militares destacados para servir na Ilha. Não sei em que momento a Marinha permitiu estas visitas.
Desembarcavamos na Ilha vindo em Corvetas ou AVOCs. através de um equipamento criado para o transporte do navio até a Ilha chamado de CABRITA.
cercada de tubarões de quase todas as espécies, alguns da guarnição da Ilha arriscavam-se a nadar com os mesmos, mesmo sabendo que em caso de acidente estávamos á mercê de curativos, já que outro navio só voltaria meses depois.
Mais isto é somente para informação.
Sg.DT Kojak

Responder
Cláudia Menezes 2 de janeiro de 2021 at 21:19

Esse ano é nascimento 29/01/1972.. parabéns.. considero um Sr. De muita sorte.. Deus te abençoe em tudo.. Feliz Ano Novo.

Responder
Edvander 15 de setembro de 2018 at 17:53

Você é uma pessoa horrível! Ô inveja! rsrsrs

Responder
Jsilva 19 de dezembro de 2018 at 14:12

Comentário um tanto quanto babaca…

Responder
Daniel Souza 17 de abril de 2017 at 09:18

Trindade e Martim Vaz são muito lindas, e faz parte de outra linda ilha que é Vitoria.

Responder
Jussara 23 de abril de 2017 at 11:03

Que se conserve proibido o acesso ao público de pisarem nesses santuários, pois quem não sabe respeitar nem conservar a vida (fauna e flora) que continuem onde estão, até o dia em que possam evoluir criando conceitos ecológicos sem se sobrepor a essa fantástica Natureza.

Responder
claudia 14 de setembro de 2017 at 08:35

concordo plenamente com o seu comentario, pois infelizmente ainda nao temos educação e respeito pelo meio ambiente e o impacto do homem no mesmo.

Responder
Debora S G 10 de março de 2018 at 16:59

Eu gostaria muito de visitar todos estes lugares perigosos. Que pena que não pode. Eu não teria medo das cobras porque eu entraria nestas ilhas muito bem equipada.
Acho fascinante estes lugares exóticos e inóspitos.
Eu veria coisas que nunca veria em outro lugar, só em cinema e documentários.
Quem sabe um dia, né!

Responder
Sales 30 de março de 2018 at 18:04

Nossa essa ilha de Trindade e Martin Vaz é a coisa mais linda do mundo .Pena que pouquíssimas pessoas vão ter esse privilegio de ver essa linda paisagem .Realmente muito Lindo !

Responder
Gean Roger barbirri 5 de abril de 2018 at 23:29

Se a marinha tivesse uma base na ilha de Martin vaz,acho que mar territorial em volta das ilhas seria maior,pois abrangeria os 48 km entre elas.

Responder
Tanardo 20 de junho de 2018 at 23:36

Pois é jovem, a posse da Ilha Martim vaz, é brasileira e á ha um marco e uma bandeira nacional hasteada permanentemente, isso e o guarnecimento permanente da ilha da Trindade, garantem a extensão do mar territorial…Martim Vaz é o ponto extremo mais a leste do Brasil.
A propósito, estou escrevendo essa resposta Justamente da Ilha da Trindade…

Responder
Márcio Fernandes 7 de julho de 2018 at 21:56

Somente militares hoje habitam (à trabalho) a ilha?
Abs!

Responder
Márcio Fernandes 7 de julho de 2018 at 21:58

Somente militares hoje habitam (à trabalho) a ilha?
Abs!

Responder
Bernardo Mascarenhas Franchini 22 de dezembro de 2018 at 08:16

Mas não pode nem aproximar pelo mar ou de aeronave para ver o local.

Responder
Egon Werner 27 de agosto de 2019 at 09:19

Quinze mil jararacas na Ilha das Cobras. Será que contaram uma a uma?

Responder
ibraim sued 1 de setembro de 2019 at 23:54

Foi feito um censo de quantos casamentos e sogras havia

Responder
5 destinos (lindos) do Brasil que podem frustrar - Viagem em Pauta 26 de setembro de 2019 at 19:45

[…] VEJA TAMBÉM: “Cinco ilhas brasileiras que você não conhece (e nem vai conhecer)” […]

Responder
marquenei martins 3 de outubro de 2019 at 22:09

Pela arrogância de alguns comentários é até bom que passe bem longe desses santuários. É melhor conservar do que contaminar.

Responder
Confira destinos nacionais que os brasileiros ainda não conhecem - Viagem em Pauta 17 de outubro de 2019 at 16:18

[…] VEJA TAMBÉM: “Cinco ilhas brasileiras que você não conhece (e nem vai conhecer)” […]

Responder
Confira destinos nacionais que os brasileiros ainda não conhecem – Andreia Lisboa 17 de outubro de 2019 at 18:06

[…] Cinco ilhas brasileiras que você não conhece (e nem vai conhecer) […]

Responder
Confira destinos nacionais que os brasileiros ainda não conhecem – Isabella Barros Martins 17 de outubro de 2019 at 18:08

[…] Cinco ilhas brasileiras que você não conhece (e nem vai conhecer) […]

Responder
Carlos Adrian Souza 10 de agosto de 2020 at 14:33

Olá Camila, boa tarde! Se você pode ter acesso, sinceramente eu desconheço a finalidade, sendo Capitão de Corveta, já fui destacado à ilha referenciada. Este arquipélago foi transformado em uma Unidade de Conservação Marinha, o que protege sua área e evita com que esse tipo de ação depredatória aconteça. Infelizmente os turistas não conseguem conhecer a Ilha, mas tudo é por uma boa causa, uma vez que o turismo é outro fator que contribui para a devastação da natureza. Estes acessos via de regra são normatizados com restrições sendo possível somente ser acessado pela Marinha Brasileira e em alguns casos por ambientalistas pesquisadores. Att,

Responder

Deixe um comentário