Brasileiros não devem fazer viagens para o exterior até serem vacinados

Apesar da falsa normalidade em países do Hemisfério Norte, na tentativa de evitar um segundo cancelamento da lucrativa temporada de verão, viagens internacionais ainda não são recomendadas por especialistas da área da saúde.

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, em nota a que o Viagem em Pauta teve acesso, o “mundo continua em situação muito perigosa em relação à Covid-19″.

E no Brasil, os esforços devem ser ainda maiores.


Segundo o site de reservas Booking.com, 69% dos brasileiros não pretendem viajar para o exterior até que tenham sido vacinados. Esse e outros dados foram levantados na pesquisa conduzida pela plataforma com pouco mais de 28 mil pessoas de 28 países, incluindo o Brasil.

A pesquisa também apontou que 67% dos viajantes brasileiros só vão querer viajar para países que tenham implementado programas de vacinação, inclusive, aceitando a obrigação de comprovação de vacinação, conforme 70% dos entrevistados no Brasil.

Confira a pesquisa no link

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Viagens para o exterior

Realizada em janeiro deste ano, a pesquisa revelou também que 76% dos brasileiros, o que representa três em cada quatro viajantes nacionais, se sentem esperançosos em viajar ainda em 2021.

Os brasileiros ocupam o terceiro lugar entre os que mais sonham em fazer viagens para o exterior ainda neste ano, empatados com os indianos. Nas duas primeiras posições, o ranking apontou também israelitas (80%) e vietnamitas (82%), nos primeiro e segundo lugar, respectivamente.

Brasileiros apontaram também que houve impactos negativos na sua saúde mental (48%) e um certo sentimento de prisão em suas próprias casas, segundo 64% dos entrevistados. Tudo isso devido às viagens não realizadas em 2020, com relação aos anos anteriores.

foto: Raphael Pouget/Unicef

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Tsunami de sofrimento

De acordo com a Assembleia Mundial da Saúde da OMS, aberta na última segunda-feira (24/5), em Genebra, novos esforços de combate à pandemia deverão ser adotados para lidar com futuras emergências globais de saúde.

Para António Guterres, secretário-geral da ONU, é preciso que “seja aplicada uma lógica de urgência de uma economia de guerra nos esforços internacionais contra a Covid-19”.

Guterrez descreveu a atual situação como um “tsunami de sofrimento” gerado pela pandemia e reiterou a necessidade de mais recursos para o combate contra o vírus.

Até o início da assembleia, a ONU contabilizava mais de 3,4 milhões mortes por coronavírus e a perda de emprego de cerca de 500 milhões de pessoas.

Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde, os dados de 2021 já apontam mais casos e mortes quando comparados aos do ano passado. O chefe da OMS disse ainda que seguindo as tendências atuais, o número de mortes ultrapassará o total do ano passado nas próximas três semanas.

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foto: Tim Douglas/Pexels.com
* com informações da ONU e da Booking.com

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