“Voar na Argentina está ficando inviável”, diz IATA

Com as últimas decisões do governo de reduzir o número de lugares em voos de repatriação de argentinos, a IATA (Associação de Transporte Aéreo Internacional) mostrou-se decepcionada com a Argentina.

Segundo Decisão Administrativa (DA 683/21), o país manterá a suspensão das autorizações de voos de e para o Brasil, Chile, Reino Unido, Irlanda do Norte, Índia e destinos da África, aumentando cada vez mais o impacto sobre o setor.

“Embora as novas vagas prevejam aumento mínimo e gradual nas próximas semanas, isso é insuficiente para resolver a situação dos passageiros argentinos que seguem retidos pelo mundo”, analisa o vice-presidente Regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá, em nota enviada para o Viagem em Pauta.

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foto: MESSALA CIULLA / Pexels.com

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Voar na Argentina

Segundo a IATA, cerca de US$ 5,91 milhões para o PIB argentino e mais de 43 mil empregos estão em risco por conta do coronavírus, além da redução de rotas e da conectividade com 107 cidades, o significa perder 21 mil frequências, aproximadamente.

Recentemente, a LATAM Argentina deixou de operar, definitivamente, e foram cancelados os voos para Auckland e as rotas regionais (Brasil e Chile).

A OMT (Organização Mundial do Turismo) informou recentemente que, entre janeiro e maio, o número de visitantes internacionais em todo o mundo foi 85% menor do que o volume registrado em 2019. Em comparação com 2019, a perda é ainda maior: 460 milhões a menos de pessoas viajaram para o exterior.

“Sem um trabalho conjunto com as aéreas é muito provável que outras empresas suspendam ou até abandonem suas operações na Argentina, a curto prazo”, diz Peter Cerdá.

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A região da Ásia-Pacífico é a que mais sente os efeitos da crise: nos primeiros cinco meses de 2021, na comparação com 2019, houve uma queda de 95% nas chegadas internacionais. Ainda de acordo com a OMT, 63 países tinham suas fronteiras completamente fechadas em junho, a maioria na Ásia.

Por outro lado, o turismo doméstico tem mostrado recuperação em diversos países do mundo.

Para o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, três fatores são essenciais para a retomada da confiança no turismo: aceleração do ritmo da vacinação, comunicações eficazes sobre restrições de viagens e ferramentas digitais que facilitem a mobilidade.

foto: Chuks Spotting/Flickr-Creative Commons

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3 Comentários

  1. A Venezuela começou assim. Agora a bola da vez é a Argentina. Logo a fuga de empresas começa. Desemprego e fome a vista. Algumas já migraram para o Paraguai. É o socialismo funcionando perfeitamente.

  2. Quem planta colhe ,este governo está brincando com povo.
    Será que ele pensa as pessoas precisa comer.
    Uma falta humanidade com eles mesmo .nao da valor no seu próprio povo.
    Governo preconceituoso…
    Que sofre e o povo.
    Acorda hermanos…

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