Destinos do Brasil para viajar em setembro

A situação sanitária do mundo ainda é instável e especialistas continuam recomendando viagens apenas em casos de extrema necessidade (e isso não inclui nosso desejo reprimido por cair na estrada outra vez).

Por outro lado, o avanço da vacinação no Brasil, a reabertura total do comércio em estados como São Paulo e Rio de Janeiro e o retorno de muitas rotas aéreas já são motivos suficientes para parte dos brasileiros voltar a viajar.

De acordo com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas nacionais alcançaram em agosto 70% do número de voos realizados no período pré-pandêmico, em março de 2020. Segundo a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), a média foi de 1.680 saídas diárias, o quarto mês consecutivo de crescimento no número de voos domésticos.

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foto: MESSALA CIULLA/Pexels.com

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Destinos do Brasil para viajar em setembro

Ainda que em tempos de aquecimento global nem tudo siga a mesma ordem lógica da natureza, em setembro, os dias mais frios vão ficando para trás, o litoral ganha novos tons (e outras temperaturas) e o Brasil começa a contagem regressiva para o verão.

NORDESTE


Setembro é o mês perfeito para visitar um dos destinos mais cobiçados em terras brasileiras: Fernando de Noronha.

É nesta época que o mar da ilha tem melhores condições para banhistas, com águas calmas que fazem daquele mar esverdeado uma tranquila piscina natural ao ar livre. O período é indicado também para quem quer mergulhar, por conta da boa visibilidade nas áreas de mergulho do Mar de Dentro.

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foto: Roberto Garrido on Pexels.com

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Outro destaque nordestino, onde muitos destinos turísticos ainda têm número elevado de chuvas, são os Lençóis Maranhenses, considerado o “maior campo de dunas do Brasil”,  a 250 km de São Luís, no litoral oriental do Maranhão.

A temporada de lagoas cheias costuma ir de maio a setembro, quando as lagoas escondidas entre dunas moldadas por ventos se enchem de água da chuva e formam imensas piscinas naturais. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é a principal atração desse estado brasileiro e abriga três diferentes tipos de biomas: Cerrado, Caatinga e Amazônia.

Recentemente, a GOL, em parceria com a VOEPASS anunciou o lançamento dos voos da ‘Rota das Emoções’, em aeronaves modelo ATR72-600 que sairão de Fortaleza (CE) e conectarão capitais como São Luís (MA) e Teresina (PI).

(foto: Wikimedia Commons)

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Setembro também é indicado para conhecer o Cânion do Xingó, no Rio São Francisco, em Sergipe. A quase 200 km de Aracaju, Canindé de São Francisco é a cidade sergipana que serve de base para quem vai navegar pelos cânions da região e conhecer a rota do cangaço. SAIBA MAIS

NORTE

Após a vazante dos rios em Santarém, no Pará, as águas começam a baixar e dão lugar às belas praias de água doce de Alter do Chão, cujo nível baixo das águas atinge seu pico em novembro. Famoso pelas piscinas de água doce e eleito uma das mais belas praias do mundo pelo jornal inglês The Guardian, Alter do Chão fica a 36 km de Santarém.

Em Santarém, a cerca de 1h20 de avião de Belém é possível fazer turismo não só em áreas urbanas (daquelas que a gente quase esquece que está em terras amazônicas) mas também no interior da maior floresta tropical do planeta. VEJA VÍDEO

Ilha do Amor, em Santarém (foto: Eduardo Vessoni)

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Aliás, é nesta época do ano que acontece o verão amazônico, ideal também para visitar outros destinos do Norte do Brasil como Manaus (AM), endereço de clássicos como o Teatro Amazonas, o Palácio Rio Negro e o o Encontro das Águas, nos rios Negro e Solimões.

A capital do Amazonas conta também com boa estrutura em faixas de areia de praias de rio que se formam bem perto da cidade, como Ponta Negra, complexo a 13 km do centro, e é a Praia do Tupé, um banco de areia a 34 km de Manaus, em pleno rio Negro e com acesso apenas por barco.

Vista das florestas alagadas da Amazônia, em Manaus (foto: Eduardo Vessoni)

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CENTRO-OESTE

Entre julho e outubro, expedições descem cerca de 70 km do Rio Araguaia, em Goiás. Durante quatro dias, o Jangadão Ecológico leva grupos de que viajam a bordo de botes infláveis e pernoitam em áreas isoladas das margens do rio.

Diariamente, são percorridos em média 17 km, em deslocamentos de até seis horas de remada. Mas pode ficar tranquilo que não precisa ter nenhum conhecimento técnico para encarar aquelas águas calmas que se agitam com corredeiras moderadas de nível 2, ideais para iniciantes.

Expedição em botes pelo Rio Araguaia, em Goiás (foto: Eduardo Vessoni)

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Setembro também é mês ideal para conhecer a Chapada dos Veadeiros, cujos guias recomendam os períodos de transição das estações (setembro e outubro, e entre maio e junho), quando os rios estão cheios e a vegetação mais verde.

Formada por cinco municípios (Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Colinas do Sul e São João d’Aliança), a Região Turística da Chapada dos Veadeiros, no nordeste goiano, é um dos destinos mais visitados do estado.

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SUL

No Rio Grande do Sul, Cambará do Sul, a Terra dos Cânions, é um dos destinos brasileiros recomendados no Sul do país.

Embora com águas geladas que não convidam para banhos nas cachoeiras, as trilhas da região são melhor aproveitadas nos meses de inverno, quando o céu é mais claro e as chuvas deram uma trégua.

No entanto não tome o clima do centro de Cambará como referência. Os cânions ficam a um distância suficiente para termos condições climáticas bem diferentes, entre a cidade e os setores dos cânions.

Mirante da Trilha do Cotovelo Cânion Itaimbezinho, em Cambará do Sul (foto: Renato Machado/Divulgação)

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SUDESTE

Do lado de cá do país, as dicas são as Cidades Históricas de Minas Gerais, com destaque para Tiradentes.

A 190 km de Belo Horizonte, a cidade é lugar de contemplação, seja no centro histórico das ruas de pedras ou nas áreas rurais com vista para o paredão rochoso que abraça a cidade.

Evite dezembro, o mês mais chuvoso na região. Embora a alta temporada local seja nos meses de inverno, entre junho e agosto, essa cidade histórica tem atrativos para o ano inteiro. CONFIRA ATRAÇÕES

Quem está na região de São Paulo, a dica é o Circuito das Águas Paulista, roteiro turístico que abriga nove cidades de regiões montanhosas do interior.

Localizado na Serra da Mantiqueira, o roteiro é formado pelos municípios de Águas de Lindoia, Lindoia, Amparo, Socorro, Holambra, Jaguariúna, Monte Alegre do Sul, Pedreira e Serra Negra.

foto: Circuito das Águas/Reprodução

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Sob ventos constantes que enchem a vela e dão o ritmo da viagem, um veleiro de aluguel é uma boa dica para tempos de isolamento.

É como trocar a pousada em terra firme por um hotel no mar, equipado com cabines individuais, banheiros com água quente, cozinha completa e um mar inteiro aos seus pés.

Longe de ser uma experiência exclusiva de viajantes com orçamento folgado, alugar um veleiro é viajar em uma eterna baixa temporada, em roteiros personalizados que permitem paradas em endereços onde nem todo turista consegue chegar, em destinos como Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, e Ubatuba e Ilhabela, no norte de São Paulo.

Navegação no Saco do Mamanguá, em Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

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