Largo da Batata terá intervenção de 11 artistas, em festival de arte de rua

O “NaLata Festival Internacional de Arte Urbana” volta a dar outros tons à região do Largo da Batata, em Pinheiros, bairro na Zona Oeste de São Paulo.

Em meio ao cinza das ruas da capital paulista, a segunda edição do evento reúne nomes da arte de rua mundial com o objetivo de transformar e ressignificar os espaços de megalópoles como São Paulo.

Mais do que criar um novo eixo de turismo e cultura na cidade, o evento firma São Paulo como um dos principais endereços da cena mundial do muralismo.


Em sua primeira edição, em agosto do ano passado, o evento ficou conhecido como “o maior museu brasileiro de grafite a céu aberto”.

“O NaLata vem mais uma vez propor uma ocupação visual do espaço público, trazendo um novo significado destes locais por onde passamos todos os dias”, descreve Luan Cardoso, sócio e curador do evento, em nota enviada ao Viagem em Pauta.

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SAIBA MAIS: São Paulo terá maior museu brasileiro de grafite a céu aberto, em Pinheiros”

Largo da Batata

No total, serão 11 artistas nacionais e internacionais que trarão ao público a oportunidade da vivência da arte por meio de obras de importantes muralistas do grafite mundial.

Um dos destaques é o estadunidense Obey (Shepard Fairey), considerado um dos artistas mais influentes do gênero, conhecido pelo cartaz que viralizou em 2008, durante as eleições dos Estados Unidos, com a imagem do ex-presidente Barack Obama e a palavra “HOPE”. O artista é também o autor de capas de discos de bandas como The Black Eyed Peas, The Smashing Pumpkins e Led Zeppelin.

Obey será responsável pela criação dos dois maiores trabalhos desta edição, com dois painéis realizados no Largo da Batata.

Do exterior chegam ícones da arte de rua, como Doze Green, artista de Nova York da geração de nomes como Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat, famoso pelo restilo inspirado na caligrafia japonesa e no cubismo.

Obra de Obey (foto: Jonathan Furlong/Divulgação)

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“É muito interessante porque podemos misturar várias culturas, já que aqui [em São Paulo] a cultura do grafite é muito forte e tem uma linguagem muito particular. Dialoga muito bem com o nosso trabalho”, descreve um dos artistas da dupla Pichiavo, formada pelos espanhóis Juan Antônio e Álvaro, e que já concluiu um dos primeiros trabalhos desta edição.

Entre os brasileiros estarão artistas como Finok, Zéh Palito, conhecido pelos vibrantes murais inspirados nas culturas brasileira e africana, e o duo Bicicleta Sem Freio (Douglas de Castro e Renato Reno), autor de trabalhos em Londres, Berlim, Hong Kong e Jerusalém.

Obra do artista Raphael Sagarra (Finok) foto: Divulgação

Meninas da lata

Tão pouco lembradas em um ambiente artístico ainda tão masculino, as mulheres também marcam presença nesta segunda edição. As primeiras empenas a serem pintadas estão a cargo das artistas Heloisa Hariadne e Kika Carvalho.

O elenco feminino é formado por nomes como Verena Smit, que já participou de residência artística em Nova York; e Heloisa Hariadne e Kika Carvalho, que irão pintar as primeiras empenas desta edição do NaLata Festival.

Enquanto Heloisa é motivada pela “relação humana com a natureza”, Kika “materializa sua arte em diferentes suportes, técnicas e escalas, tendo como base a cor azul”.


Um dos destaques da primeira edição do evento do ano passado foi a marcante empena pintada por Pri Barbosa, na rua dos Pinheiros, 1.474.

Ilustradora, designer e diretora de arte, essa artista do Aricanduva, bairro na Zona Leste de São Paulo, é autora de trabalhos que exploram o universo feminino, com foco no feminismo latinoamericano, marcado pelos tons suaves e elementos botânicos.

Trabalho da ilustradora e designer Pri Barbosa, no NaLata, em 2020 (foto: Nalata Festival /Divulgação)

Para Luiz Restiffe, um dos sócios da InHaus, responsável pela produção e realização desta edição, o festival torna a região de Pinheiros e do Largo da Batata “um roteiro imperdível para quem quer aproveitar a cidade, em um evento convidativo, gratuito e que desperta a curiosidade”.

O “NaLata Festival Internacional de Arte Urbana” tem curadoria de Luan Cardoso e patrocínio de empresas como QuintoAndar, Tiger, Suvinil, One, Iguatemi, TNT e Mundie e Advogados.

Obra da dupla espanhola Pichiavo, finalizada nesta 2ª edição do NaLata Festival 2021, em São Paulo (foto: Cabrauu/Divulgação)

Além do Largo da Batata, as obras poderão ser vistas em pontos da região, como o as ruas Teodoro Sampaio (nº 2763 e 2767), Campo Alegre (nº 60), Arthur de Azevedo (nº 2103), Fradique Coutinho (nº1036), Cunha Gago (nº 154), Rua dos Pinheiros (nº 1409) e na avenida Brigadeiro Faria Lima, 2229. SAIBA MAIS

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