Chile muda, outra vez, regras de entrada de estrangeiros

Nesta quarta-feira, 6 de outubro, o Ministério de Saúde do Chile anunciou novas regras de entrada em seu plano de abertura de fronteiras.

Fechado desde abril, o país foi reaberto para turistas estrangeiros, no último dia 1º de outubro, com uma série de exigências que foram criticadas por instituições como a IATA, que acredita que outras medidas devem ser tomadas para “uma verdadeira abertura de fronteiras”.

Entre as críticas, a Associação de Transporte Aéreo Internacional se referia ao isolamento domiciliar obrigatório de cinco dias, após a chegada ao país. SAIBA MAIS

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foto: Alisha Lubben/Pexels.com

“Não dá para falar de abertura quando a quarentena continua sendo aplicada, e o Chile é um dos países com as medidas mais restritivas do mundo”, declarou o vice-presidente regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá.

Na mesma nota enviada para o Viagem em Pauta, Peter analisa que “as autoridades continuam não considerando o enorme impacto socioeconômico com a imposição de obstáculos que excedem o que é realmente necessário para preservar a segurança de todos”.

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Novas regras para entrar no Chile

As novas medidas consideram, porém, que, a partir do dia 1º de novembro, pessoas vacinadas contra o coronavírus não precisarão mais cumprir o isolamento preventivo de cinco dias previsto anteriormente.

Ainda assim, será necessário realizar um exame na chegada, cujo resultado pode levar até dois dias. O turista só estará liberado para circular no Chile, após a confirmação negativa.

Em outras palavras, o recém-desembarcado continua precisando esperar alguns dias antes de começar a fazer turismo no Chile, aumentando seus gastos e o tempo “ocioso” em território chileno. Além disso, será preciso também apresentar exame PCR feito até 72 horas antes do embarque no aeroporto de origem.


Quem chega no Chile faz o exame e espera pelo resultado, isoladamente, até que o resultado seja liberado, que “pode ficar pronto no mesmo dia”, informou ao Viagem em Pauta a assessoria do país no Brasil, via email. Segundo Paula Daza, subsecretária de Saúde Pública, “o isolamento temporário deve ser realizado no endereço declarado pelo viajante, em um hotel ou residência informado em seu formulário de entrada no país”.

De acordo com a mesma representação chilena no Brasil, “antes do novo anúncio de hoje, existia uma quarentena obrigatória de cinco dias para todos os viajantes estrangeiros que chegassem ao país, independentemente do exame PCR”.

Em nota da SERNATUR, Paula Daza diz também que “considerando a baixa incidência de casos positivos em viagens, determinamos que a partir de 1° de novembro, os turistas estrangeiros deverão cumprir quarentena de cinco dias ou até que o resultado de um PCR realizado no Chile seja divulgado”.

As atualizações das medidas podem ser acompanhadas neste link.

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foto: Luis Dalvan/Pexels.com

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Alternativas

A IATA sugere medidas alternativas para pessoas que já tenham sido vacinadas, como a eliminação da exigência de PCR e agilização do processo de validação dos certificados internacionais de vacinação.

Em pesquisa divulgada esta semana, a instituição concluiu que ainda há frustração por parte dos viajantes, com relação às restrições de viagens em diversos países.

Segundo os resultados obtidos, o maior obstáculo às viagens aéreas ainda é a quarentena.

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foto: Osvaldo Castillo/Pexels.com

84% dos entrevistados responderam que não viajarão se tiver que fazer isolamento em seu destino, e a maioria apoia a extinção da quarentena se “o viajante apresentar teste negativo de COVID-19 (73% em setembro versus 67% em junho) e se tiver sido vacinado (71% em setembro versus 68% em junho).

Embora 85% dos entrevistados estejam dispostos a fazer o teste no processo de viagem, caso seja necessário, várias questões ainda permanecem, como o custo do teste como uma barreira (75% dos entrevistados) e a inconveniência do teste como uma barreira para viajar (77%).

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