Dia da Antártica: como é viajar para o Continente Branco

O dia 1º de dezembro marca o aniversário da assinatura do Tratado da Antártica.

Formalizado em Washington, em 1959, o documento é um compromisso entre os países que desenvolvem atividades na Antártica, garantindo o diálogo sobre o uso do continente, como sua preservação e seu não uso como objeto de discórdia internacional.

Entre os 14 artigos do Tratado, figuram medidas como os propósitos pacíficos na Antártica, proibindo atividades militares e garantindo liberdade para a pesquisa científica e cooperação científica internacional, incluindo a troca de informações sobre pesquisa e pessoal.

group of penguins on ice
foto: Pixabay / Pexels.com

Com a superação das reivindicações territoriais e o sucesso da não militarização, desde que entrou em vigor, em 1961, o Tratado é considerado um dos mais bem sucedidos acordos internacionais.

Atualmente, são 53 países signatários, dos quais 29 são considerados membros consultivos (signatários originais ou que conduzem pesquisas científicas substanciais por ali) e 24 membros não consultivos (nações convidadas que participam de reuniões, mas não tomam decisões sobre o futuro do continente.

Mas nem só com complexas pesquisas se faz a rotina no Continente Branco.


A mil km do Ushuaia, na Argentina, a Antártica tem também sua temporada turística, quando viajantes cruzam a temida Passagem de Drake para desembarcar no continente mais frio do planeta.


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COMO É VIAJAR PARA A ANTÁRTICA

ANTÁRTICA OU ANTÁRTIDA

Ambos nomes estão corretos.

De origem grega, a palavra Antártica é usada como oposto a Anti-Ártico. Já a versão latina Antártida seria uma referência à Atlântida, a lendária ilha dos tempos de Platão.

Vale lembrar que o primeiro é adotado pelo governo brasileiro, inclusive nos documentos da PROANTAR, o programa da marinha nacional para estudos científicos na região.

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O QUE FAZER NA ANTÁRTICA

As viagens, cuja temporada vai de novembro a março, costumam ser feitas em navios quebra-gelo adaptados para fins turísticos.

Marcadas pela informalidade, as embarcações são conhecidas pelas atividades de entretenimento a bordo como workshops com especialistas em aquecimento global, geologia, vida no gelo e fotografia.

As atividades variam de acordo com cada embarcação e com as habilidades dos passageiros, como trilhas curtas no gelo, observação de animais, visita a um vulcão congelado e até um (congelante) camping selvagem do lado de fora da embarcação.

Mergulhos, por exemplo, só podem ser feitos por pessoas credenciadas e com especialização em uso de roupa especial, conhecida como dry suite.

Viagem em Pauta na Antártica, em 2013 (foto: Eduardo Vessoni)

O destino mais popular é a Península Antártica, a região mais ao norte do continente e com melhores condições climatológicas que atraem também a vida animal.

Por isso, prepare-se para ver, sem nenhum esforço e a poucos centímetros de distância, aves marinhas, baleias do tipo orca e cachalote, focas sobre placas de gelo e até no acampamento ao lado; e milhares de pinguins, como os de barbicha e gentoo.

Mas prepare-se também para todo tipo de condição climática, cancelamento de atividades exteriores ou mudança de rota.

O clima por ali é instável e, em questão de minutos, tudo pode mudar.

Camping ma Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

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O verão na costa costuma ser a 0º, cuja sensação de frio pode ser maior por conta dos ventos gelados que sopram na região. Em outubro, por exemplo, os termômetros marcam entre -7 e 0°C .

Nada de improvisar com as roupas que você levou para a última viagem para Bariloche. A Antártica é fria, sim, e exige uso de roupas especiais para temperaturas extremas como peças térmicas, corta-ventos e impermeáveis.


QUANTO CUSTA VIAJAR PARA A ANTÁRTICA

Taí uma viagem para poucos (uma boa notícia para a fragilidade da Antártica).

Para se ter uma ideia dos altos custos, uma viagem de 12 noites com tudo incluso (exceto voos até o Ushuaia) custa entre 8 mil e 34 mil dólares. E, pasmem, a saída para o final de fevereiro de 2022 tem fila de espera!

No entanto, não é raro encontrar promoções de última hora com descontos de mais de 50%, semanas antes do embarque. Se você tiver férias flexíveis, vale a pena arriscar e deixar para se programar com menos antecedência.

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Photo by Pixabay on Pexels.com

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* com informações da Marinha do Brasil

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