Para IATA, respostas dos governos à Ômicron ameaçam recuperação aérea

Com o surgimento da nova variante Ômicron, governos causaram pânico ao restringirem ou interromperem viagens internacionais, adiando, mais uma vez, a possibilidade de uma efetiva recuperação aérea.

Embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenha advertido que “a proibição geral das viagens não impedirá a disseminação internacional e representa um fardo meios de subsistência do setor”, fronteiras foram fechadas novamente, passageiros se viram outra vez desassistidos, e palavras como “quarentena” e “lockdown” voltaram a fazer parte do dia a dia de algumas cidades.

“As proibições de viagens mal fundamentadas são ineficazes. É como fechar a porta do celeiro depois que o cavalo fugiu.”

Willie Walsh, diretor geral da IATA

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Companhias aéreas

Com o objetivo de ajudar a orientar os governos na reabertura segura de suas fronteiras, a IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) lançou no mês passado um plano focado em três áreas para simplificar a experiência de viagens aéreas internacionais.

Entre as sugestões, o documento “From Restart to Recovery: a blueprint for simplifying air travel” (em português, “Do Reinício à Recuperação: um projeto para simplificar as viagens aéreas”) sugere:

woman sitting on luggage
foto: Anna Shvets/Pexels.com

1. adoção de protocolos de saúde simplificados com as barreiras de viagem removidas para passageiros totalmente vacinados e teste de antígeno antes da partida para viajantes não vacinados;

2. implementação de soluções digitais para o processamento de credenciais de saúde, cobrança de informações do viajante e comunicação dos requisitos de viagem;

3. aplicação de medidas COVID-19 proporcionais e com um processo de revisão contínua.


Recuperação aérea

Segundo a IATA, as companhias aéreas da região Ásia-Pacífico são as que apresentam mais dificuldades de recuperação.

Em comparação a outubro de 2019, outubro de 2021 registrou uma queda de 92,8% no tráfego internacional, situação um pouco melhor com relação a setembro deste ano (93,1%).

Anunciada pela primeira vez na África do Sul, em 24 de novembro, a nova variante já tem causado danos em um continente que mal tinha conseguido administrar as ondas anteriores.

Em outubro de 2021, as companhias aéreas da África apresentavam uma queda no tráfego de 60,2%, em relação ao mesmo mês de 2019. Em setembro, a queda havia sido de 62,1% em relação ao mesmo mês de 2019.

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Photo by Ivan on Pexels.com

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Já as empresas aéreas da América Latina e da América do Norte apresentaram em outubro quedas de 55,1% e 57,0%, respectivamente, em comparação com o mesmo mês de 2019.

De acordo com estudo a que o Viagem em Pauta teve acesso, a Europa era o único continente em melhor situação na recuperação aérea, com relação ao mercado internacional de transporte aéreo de passageiros.

Em outubro deste ano, as aéreas europeias relataram queda de 50,6% no tráfego internacional, em comparação com o mesmo período no ano anterior ao início da pandemia, uma leve melhoria em relação à queda de 56,5% registrada em setembro de 2021.


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