Navios de cruzeiro: é seguro viajar na pandemia?

Depois do caos aéreo no final do ano, quando milhares de voos foram cancelados em todo o mundo por conta do aumento de casos pela variante ômicron, a pandemia chegou aos navios de cruzeiros para avisar que a crise sanitária está longe de terminar.

Com o registro de 146 infectados, entre passageiros e tripulantes que viajavam pela costa brasileira, na semana passada, os navios MSC Splendida e Costa Diadema foram colocados em quarentena.

Por conta do aumento repentino de casos de infecção por Covid-19 nas embarcações, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou em nota a suspensão imediata da temporada de cruzeiros no Brasil. Para a agência, a medida deve ser mantida até que se apurem os indícios de descumprimento dos protocolos sanitários por parte das empresas responsáveis pelas embarcações.

Apesar da temporada no Brasil mal ter começado, a Anvisa não recomenda viagens em navios do gênero nos próximos dias, em especial diante do grave risco à saúde da população e do aumento de casos da doença a bordo de embarcações.

Por isso, a agência já havia recomendado ao Ministério da Saúde, em 31 de dezembro, que fosse reavaliada a posição sobre a temporada de navios de cruzeiro no Brasil. Segundo o órgão regulador, “o vírus Sars-Cov-2 se espalha facilmente entre pessoas próximas a bordo de navios e a chance de contrair Covid-19 é alta”.

MSC Splendida
foto: MSC/Divulgação

A ANVISA alerta também que a atual situação sanitária pode causar necessidade de desembarque em porto diferente do inicialmente planejado e possibilidade de quarentena dos navios.

Atualmente, o país recebe cinco navios de cruzeiro: os Costa Fascinosa e Diadema, e os MSC Splendida, Preziosa e Seaside.

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Infrações sanitárias

Interrompidas no dia 30 de dezembro do ano passado, as operações do MSC Splendida só devem ser retomadas após nova avaliação pela ANVISA. Só no último domingo (2/1), mais de 3 mil passageiros foram impedidos de embarcar por conta da transmissão de Covid-19 entre tripulantes.

Em nota, a agência informou, entre outros motivos, a “inconsistência de informações apresentadas” durante a investigação epidemiológica.

Com 1.637 cabines, a embarcação tem capacidade para 4.363 hóspedes e cerca de 1.370 tripulantes.

Já o Costa Diadema, classificado com nível 4 do cenário epidemiológico, também teve suas atividades não essenciais proibidas a bordo, cujos protocolos sanitários devem ser mantidos até o desembarque total dos passageiros.

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foto: Costa/Divulgação

Todos os passageiros serão desembarcados em Santos (SP), exceto pessoas com teste positivo ou residentes em Salvador, que foram desembarcados na capital baiana.

Em parada em Búzios, no Rio de Janeiro, no dia 2 de janeiro, o MSC Preziosa detectou outros 30 infectados (26 passageiros e 2 tripulantes) assintomáticos ou com sintomas levess, que chegaram a concluir a viagem e foram orientados a fazer a autoquarentena.

Mesmo com o desembarque de todos os passageiros, a Anvisa autorizou novos embarques no Preziosa no próprio dia 2 de janeiro, porém, sem garantia de novos embarques futuros.

De acordo com o UOL, um dos navios em mares brasileiros teria promovido uma festa de fim de ano a bordo, em meio a casos de Covid-19 entre passageiros e tripulantes.

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