Atrações inusitadas da Patagônia argentina

Esse imenso território de 930 mil km² e densidade demográfica que, em alguns setores, não chega a um habitante por km², vai bem além de blocos gigantes de gelo e colônias de pinguins.

De Bariloche ao Ushuaia, na Terra do Fogo, a região abriga atrações pouco conhecidas que valem a pena serem visitadas.

Patagônia argentina ou chilena?

À primeira vista elas parecem o mesmo lugar.

Extensas áreas geladas, geografia exibida, destinos isolados e uma infinidade de experiências, tanto no verão quanto no inverno.

Mas assim que o viajante desembarca no extremo sul do continente já é possível notar as diferenças entre serviços e infraestrutura disponíveis nos setores argentino e chileno da Patagônia. Afinal de contas, nem só de Bariloche e Região dos Lagos, dois destinos patagônicos, na Argentina e Chile, respectivamente, se faz turismo naquelas terras geladas.

Carretera Austral (foto: Jaime Bórquez/Divulgação)

Neste guia, o Viagem em Pauta lista as principais diferenças entre cada uma das versões patagônicas, no Chile e na Argentina, onde o viajante pode decidir como começar e terminar sua viagem ao fim do mundo, a partir de dados como geografia, qualidade das estradas e serviços oferecidos.

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CONFIRA ATRAÇÕES NA PATAGÔNIA ARGENTINA


O que fazer na Patagônia argentina

De árvores milenares a túneis de gelo, passando por trens que parecem saídos do Velho Oeste, a Patagônia argentina tem atrações para todos os estilos de viajantes.

A região é formada pelas províncias de La Pampa, Neuquén, Río Negro, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo, onde se localizam destinos bem conhecidos dos brasileiros (ainda que apenas por fotos) como Bariloche, El Calafate e Ushuaia.

A Patagônia argentina apresenta seu lado mais tradicional nas províncias de Chubut, onde a cultura galesa se encontra com animais de áreas naturais como a Península Valdés e Punta Tombo, onde se localiza a maior colônia de pinguim-de-magalhães do mundo.

Porém o destino mais popular é a província de Santa Cruz, conhecida pela Ruta 40, pela arte rupestre da Cueva de las Manos e pelo Parque Nacional Los Glaciares, endereço do glacial Perito Moreno e do cerro Fitz Roy.

Construída a partir de 1935, a Ruta 40 é um produto criado pela Secretaria de Turismo argentina para promover o trecho oeste do país e já teve seu trajeto modificado diversas vezes para incluir pontos turísticos de interesse internacional, como El Calafate e seu impressionante glacial Perito Moreno, e San Carlos de Bariloche (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)

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A região é marcada por um território mais plano e pelo acesso por duas estradas que, por si só, já valem a viagem.

Para quem viaja pela costa atlântica, a Ruta Nacional 3 é uma via de mais de três mil quilômetros que vai da capital portenha até a distante Ushuaia, na Terra do Fogo, passando por um cenário desértico que pouco lembra a imagem que temos de terras patagônicas.

Nesse longo trajeto até a Terra do Fogo, que tem o oceano Atlântico como vizinho, o viajante chega a atrações como Porto Madryn, Porto Pirámides e Península Valdés.

Do lado oposto, a icônica estrada Ruta 40 dá acesso a destinos como a pequena El Chaltén, a capital argentina do trekking, e El Calafate, principal porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares.

Considerada a maior do país, com mais de cinco mil quilômetros, entre a Patagônia e a Bolívia, essa estrada rústica pode ser explorada em uma viagem terrestre de três dias, a bordo de um ônibus que percorre os 1.500 quilômetros, entre Bariloche e El Chaltén.


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Experiências inusitadas na Patagônia argentina

* os destinos a seguir são acessíveis a partir de Bariloche.

A pequena Epuyén (não confunda com Epecuén, na Província de Buenos Aires) fica às margens da lendária Rota 40, no noroeste da provincia de Chubut.

O turismo gira em torno do lago que dá nome ao destino, onde é possível fazer passeios de caiaque e trilhas, como a que dá acesso a Estupa, um monumento budista pela paz.

Também aos pés dos Andes fica Cholila, uma pequena cidade com grandes atrações, como o Parque Nacional Los Alerces, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Epecuén, na Província de Buenos Aires (foto: rodoluca88 /Flickr-Creative

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É considerada a maior reserva de bosques patagônicos, com uma área coberta por pinheiros de uma espécie que não existe em nenhum outro lugar do planeta: os alerces, os mais antigos habitantes vivos da Terra, alguns com cerca de três mil anos e do tamanho de um prédio de 20 andares.

A poucos quilômetros do centro de Cholila fica o sítio onde viveram os famosos bandoleiros americanos Butch Cassidy e Sundance Kid, interpretados no cinema por Paul Newman e Robert Redford. Depois de uma série de assaltos nos Estados Unidos, a dupla fugiu e comprou uma cabana nas montanhas patagônicas para se esconder em meio à natureza.

Os dois viveram ali alguns anos, mas tiveram de fugir quando desconfiaram que haviam sido descobertos. A cabana – atualmente restaurada – virou atração turística.

Cabana em Cholila, na província de Chubut, na Patagônia argentina (foto: Wikimedia Commons)

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Esquel, a estação de esqui da região, é menor e menos conhecida do que Bariloche, mas os viajantes de aventura a chamam de “Queenstown da América Latina”, numa referência à cidade da Nova Zelândia considerada capital dos esportes radicais.

Do esqui no Cerro La Hoya às cavalgadas e passeios de caiaque na Laguna La Zeta ou rafting nos rios, não faltam atividades, como os túneis naturais de gelo do Cerro La Torta, criados pelo derretimento da neve nos meses de verão, gerando um cenário raríssimo no mundo, e que só acontece durante cerca de um mês.

Há também atrativos como a Piedra Parada, uma monumental formação geológica de 240 metros de altura, nas entranhas de um antigo vulcão extinto, e passeios como La Trochita, uma das marias-fumaças mais antigas da América, que faz um trajeto de três horas entre Esquel e Nahuel Pan.

foto: Argentina Travel

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* com informações do Visit Argentina

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