“O homem que vendeu sua pele”

Indicado ao Oscar 2021 na categoria Melhor Filme Internacional, o longa “O homem que vendeu sua pele” chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de outubro.

Essa produção da Tunísia é dirigida pela cineasta Kaouther Ben Hania e faz um retrato de dois lados opostos: o mundo das artes e o dos refugiados.

O filme conta a história de Sam Ali (Yahya Mahayni), um jovem sírio que trocou seu país pelo Líbano para escapar da guerra.

Para recuperar o amor de sua vida, Sam aceita ter suas costas tatuadas, transformando seu corpo em uma obra de arte de prestígio.

Porém, o protagonista perceberá que sua decisão pode significar qualquer coisa, menos liberdade.

Sam concorda em vender suas costas para o diabo porque não tem escolha e, assim, entra na esfera elitista e hiper codificada da arte contemporânea por uma porta improvável.

Tornar-se um objeto, onde é exposto e vendido, começa a incomodá-lo até que ele decide confrontar esse universo.

Segundo a diretora, a ideia começou, em 2012, quando visitou uma exposição dedicada ao artista belga Wim Delvoye, no museu do Louvre, em Paris.

“Lá eu vi a obra em que o artista tatuou as costas de um homem sentado em uma cadeira, sem camisa. A partir desse momento, esta imagem singular e transgressora não me deixou.”

Kaouther Ben Hania - cineasta

Vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza, em 2020, o filme tem distribuição brasileira da Pandora Filmes.