Vilarejo em Córdoba é a versão hippie da Argentina

San Marcos Sierras, em Córdoba, na Argentina, até parece um micro mundo idealizado por revolucionários dos anos 1960.

Na praça principal de terra batida, um líder empresta seu nome para o principal ponto de encontro, a Plaza del Cacique Tulián. Nas ruas, cruas e com raros veículos, pés descalços pisam os mesmos solos que um dia pertenceram aos indígenas ancestrais Comechingones.

Saem as construções coloniais de detalhes europeus e entram sítios escondidos na mata baixa do Valle de Punilla.

foto: Eduardo Vessoni

Córdoba hippie

A 153 km de Córdoba, a capital do mel ouve tambores e flautas, no lugar do tango envelhecido que deu fama internacional ao país.

Os rostos encontrados são uma mistura de raças, estilos e ideologias.

No lugar das carnes sangrentas dos famosos cortes argentinos, abundante comida vegetariana preparada com produtos orgânicos.

Enquanto artesões fazem arte, a natureza faz o resto.

foto: Eduardo Vessoni

San Marcos Sierras, auto declarado ‘Território Não Nuclear’, é o vilarejo que pouco se importa com as velhas imagens da Argentina e segue em um ritmo bem parecido ao da psicodelia que arrastou grupos de hippies que construíram comunidades alternativas aos pés das serras de Córdoba e deram origem à pequena cidade.

E nós, ingênuos, pensávamos que a Argentina era terreno conhecido.

foto: Eduardo Vessoni

Entre as atrações turísticas (e naturais), tem caminhadas pela Quebrada, uma trilha em meio à natureza e endereços históricos, como o Rio Quilpo, de águas cristalinas, e o Cerro de la Cruz, com vista panorâmica da região.

A trilha tem pouco mais de 1,6 km de extensão e uma altura máxima de 355 metros sobre o nível do mar.

Um dos destaques é o belo Paseo de los Duendes, um caminho de túneis arborizados que dá acesso ao simpático Museu Hippie, que conta a história da região.

* Este conteúdo faz parte do projeto América do Sol, outras imagens da América do Sul, um registro clicado e escrito de um mochilão, entre a Patagônia e a Amazônia brasileira, em busca dos destinos sul-americanos menos conhecidos do público brasileiro, como os fiordes do Chile. Por quase nove meses, André Lima e o jornalista Eduardo Vessoni estiveram em 84 cidades de 9 países do continente.

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