Equador é o país que eleva, em mochilão de 40 mil km pela América do Sul

Este conteúdo faz parte do projeto América do Sol, outras imagens da América do Sul, um registro clicado e escrito de um mochilão, entre a Patagônia e a Amazônia brasileira, em busca do destinos sul-americanos menos conhecidos do público brasileiro, como o Equador.

Por quase nove meses, André Lima e o jornalista Eduardo Vessoni estiveram em 84 cidades de 9 países do continente.

foto: Eduardo Vessoni

Equador

Esse país de dimensões discretas e sem fronteiras com o Brasil eleva.

Do alto da capital equatoriana, Quito se esconde entre montanhas e vales. Lá em baixo, igrejas de pontas alongadas e traços góticos tocam o céu da metade do mundo.

Próximo dali, o Cotopaxi, um dos vulcões ativos mais altos do mundo, aguarda, paciente, a subida ofegante daqueles que desafiam a geografia gelada que costuma se esconder sob nuvens.

O segundo vulcão mais alto do Equador, a 5.897 metros sobre o nível do mar, é um dos atrativos naturais da Avenida de los Volcanes (‘Avenida dos Vulcões’, em português), uma via de cerca de 350 km de extensão, às margens da rodovia Panamericana.

Esse corredor natural é como uma espécie de rota de fogo com vulcões invocados, em cidades como a capital Quito, Otavalo e Riobamba.

foto: Eduardo Vessoni

Em Cuenca, casarões coloniais e templos religiosos não se deixam atingir pelo movimento apressado do centro colonial.

Povoados serranos, de ritmo rural, seguem na direção contrária, onde mulheres indígenas cruzam palhas para a preparação do chapéu Panamá, o mais equatoriano dos produtos latino-americanos.

foto: Eduardo Vessoni

O caos de Otavalo, a 2.500 metros sobre o mar, se organiza entre barracas e panos estendidos sobre o chão, uma das maiores feiras populares da América Latina.

Animais em sacolas, ervas naturais milagrosas e instrumentos musicais são algumas das opções curiosas de compras nessa cidade que costuma se fantasiar de feira, uma vez por semana, aos sábados.

O país eleva, sobretudo as almas cansadas que acabavam de entrar no sexto mês de travessia longe de casa.

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