Além de Banksy: cidade a 2h de Londres é polo de arte urbana da Inglaterra

Foi em Bristol, a apenas duas horas de Londres, capital da Inglaterra, que o artista Banksy começou a espalhar seus grafites, transformando muros e fachadas em telas.

Não é à toa que a cidade é considerada uma espécie de galeria a céu aberto e um dos grandes polos de arte urbana do mundo

Cabot Circus, em Bristol (foto: VisitBritain/Divulgação)

LEIA TAMBÉM: “Não sabia que era tão longe”: brasileiros foram aos EUA num Ford T de 1918″

Bristol, a Inglaterra da arte de rua

Os grafites de Banksy ajudaram a colocar Bristol no mapa mundial da arte urbana, mas as ruas da cidade têm muito mais a revelar, como o Banksy Walking Tour, que leva os visitantes por algumas das primeiras obras do artista e pelos bairros que inspiraram sua criatividade.

Um dos destaques é a a Upfest Gallery, com exposições rotativas de grandes artistas de grafite e arte urbana de Bristol, do Reino Unido e do mundo. O local é considerado a galeria de arte urbana mais antiga da Grã-Bretanha.

Já a rota Visit Bristol Street Art Trail é uma maneira fácil e autoguiada de conhecer alguns dos cantos mais artísticos da cidade, desde vielas escondidas em Stokes Croft até murais coloridos ao longo do porto.

Os museus de Bristol são destaques do cenário cultural da cidade, como o M Shed, que fica em um antigo armazém portuário dos anos 1950 e que tem visitas aos bastidores que revelam laboratórios de conservação e coleções que conectam o passado industrial de Bristol ao seu presente criativo.

Ali perto fica o Bristol Museum and Art Gallery, com mais de dois milhões de objetos, incluindo obras de arte contemporânea e fotografia.

Vista aérea de Bristol (foto: VisitBritain/Max Renau)

Criatividade e inovação podem ser encontradas na Spike Island, um centro internacional de arte e design instalado em uma antiga fábrica de chá. Seu programa inclui grandes exposições, eventos e residências artísticas – entre elas “Feedback” (até 3 de maio de 2026), a maior exposição individual da artista, DJ e cineasta nigeriano-britânica Olukemi Lijadu.

A Royal West of England Academy (RWA), fundada em 1844, é um centro criativo contemporâneo com cinco galerias dedicadas à arte visual de vanguarda, onde os visitantes podem descobrir a trajetória de artistas como Yinka Shonibare e Christopher LeBrun, que se inspiraram no céu noturno, na exposição “Cosmos: The Art of Observing Space” (até 19 de abril de 2026).

Na primavera de 2026, “Dance Out” (de 9 de maio a 9 de agosto de 2026) mistura arte visual e performance, apresentando obras raramente vistas de pintores como Denzil Forrester, Paul Dash e Christina Kimeze, entre outros.

Os visitantes também podem pegar um lápis e soltar a criatividade nas novas aulas de desenho com modelo vivo da RWA, inspiradas nas Walter Crane Lunettes, uma série de murais decorativos com figuras femininas.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*