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Museu do Queen relembra os últimos trabalhos de Freddie Mercury

Pouca gente sabe, mas Farrokh Bulsara, o eterno líder da banda Queen, nasceu na paradisíaca ilha africana de Zanzibar, na costa da Tanzânia; estudou em Bombaim, na Índia; e, desde que ganhou o mundo como vocalista, realizou setecentos concertos, nos anos seguintes.

O resto é puro rock and roll.

De 1979 a 1993, o Queen foi o proprietário do Mountain Studios, um conjunto de salas de gravação em Montreux, na Suíça, que a banda adquiriu ao voltar à cidade para a pós-produção do álbum ao vivo “Live Killers”.

Aquela geografia isolada, às margens do lago Genebra, se tornaria refúgio tranquilo para seguir produzindo seus trabalhos, diante da fama internacional.


Esse pequeno espaço é uma viagem pela história da banda, com acervo com figurinos expostos como as calças usadas no Rock in Rio de 1985, no Brasil; letras rabiscadas no papel pelo baterista Roger Taylor, como a vertiginosa “Ride the wild wind”; antigos ingressos de shows feitos em turnês internacionais; e o círculo dourado no chão que indica o ponto exato do estúdio em que Mercury gravou seu último vocal, em maio de 1991, na canção “Mother Love”.

O local abriga também instrumentos como o microfone em que Mercury fez sua última gravação e a bateria de Roger Taylor.

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Mas é na sala de controle de som que Queen aparece em altíssimo som, cuja réplica da mesa de mixagem Neve 8048 permite ao visitante selecionar vídeos da banda e escutar áudios do acervo da exposição.

No Mountain Studios, o Queen gravou sete álbuns, incluindo sucessos como “Innuendo”, de 1991, e “Made in Heaven”, trabalho que Freddie Mercury não chegou a ver concluído em vida, lançado em 1995. Por ali, passaram artistas como AC/DC, David Bowie, Led Zeppelin, Nina Simone e Rollings Stones.

E assim, entre clichês como montanhas alpinas, chocolates e queijos, a Suíça mostra seu lado mais roqueiro.


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VOCÊ SABIA?

– Durante as gravações do álbum “Jazz”, o sétimo trabalho de estúdio da banda, em 1978, os ciclistas do Tour de France passaram por Montreux e foram inspiração para a composição de “Bicycle Race”, escrita por Freddie Mercury.

– A Duck House, residência de Mercury nos arredores de Montreux, serviu de cenário para a capa do álbum “Made in Heaven”, em que o vocalista aparece no canto direito do álbum, em sua clássica posição com o braço direito erguido e o punho fechado.

Até hoje, fãs deixam mensagens nas paredes externas do antigo estúdio do Queen, na Suíça (foto: Eduardo Vessoni)
Até hoje, fãs deixam mensagens nas paredes externas do antigo estúdio do Queen, na Suíça (foto: Eduardo Vessoni)

– O antigo Cassino de Montreux onde ficava o estúdio da banda fechou após um incêndio durante o show de Frank Zappa & The Mothers of Invention, em 1971. Mas, para o bem da história do rock mundial, os integrantes do Deep Purple também se encontravam em Montreux e o incidente serviria de inspiração para a letra da música “Smoke on the Water”, um dos ícones da banda.

– Enquanto o Queen gravava no estúdio, durante uma longa noite, David Bowie chegou ao local acompanhado do fundador do Festival de Montreux, Claude Nobs, e o encontro marcaria o nascimento de clássico do grupo, a faixa Under Pressure, incluída no álbum “Hot Space”. [/box]

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2 comentários

Fernando cesar dos Santos 29 de março de 2020 at 09:41

Sou um fã do Freddie Mercury e sei que esse museu esta exposto com quase tudo do Queen bom eu gostaria de fazer uma confecção de um quadro do Freddie Mercury em 3D e doar para o musseu com técnicas inimagináveis para outras pessoas fãs possam curtirem e verem com outros olhos

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Domingas Gabriel José Kambuagolo 30 de março de 2021 at 17:13

Tbm amo todas as músicas e vídeos clipes do Queen, muito irado, adoro rock, que pena se foi tão cedo, que descanse em paz!

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