Moorea: playground natural da Polinésia Francesa

A apenas 35 minutos de barco da capital do Taiti, bem em frente a Papeete, Moorea é uma das ilhas mais visitadas na Polinésia Francesa.
E nem poderia ser diferente. Jardins de corais se escondem em águas calmas, vales se abrem em uma antiga cratera vulcânica e picos montanhosos se afinam diante de uma das baías mais impactantes de toda a região.
Tudo isso por causa de um lagarto amarelo e de um polvo enviado pelos deuses*.
Terra do abacaxi e das trilhas em meio a montanhas cenográficas, Moorea surpreende também debaixo d’água.

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COMO CHEGAR

Moorea (foto: Eduardo Vessoni)

As ilhas exigem deslocamentos aéreos entre uma e outra, exceto entre o Taiti e Moorea, cuja viagem de barco dura cerca de 35 minutos (12 euros, aproximadamente).
De avião, a viagem entre as duas ilhas dura 15 minutos e, para embarque em julho, os trechos ida e volta custam cerca de 107 euros. SAIBA MAIS
A Air Tahiti tem passes para até oito ilhas e preços mais vantajosos do que a compra individual de cada trecho: 3 ilhas (a partir de 308,40 euros); 5 ilhas (a partir de 405,80 €); e 8 ilhas (a partir de 527,40 €). SAIBA MAIS

ONDE FICAR

foto: Divulgação

No Moorea Beach Lodge, o conceito é de faré lodge, uma mistura de casa familiar e lodge. Com diárias a partir de 208 euros, o hotel tem bangalôs de frente para a praia ou no jardim.
O conceito de faré (‘residência familiar’, em português) é a chance de encontrar bangalôs para duas pessoas, a partir de 97 euros, também em Moorea.
No site da Air Tahiti Nui, uma das companhias aéreas que operam no Taiti, é possível encontrar opções de hospedagem a partir de US$ 55.
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No mar
Para mergulhadores certificados ou para quem vai submergir pela primeira vez, o mergulho é uma das atividades imperdíveis na ilha, conhecida pela grande concentração de cardumes, tartarugas e tubarões.
Protegidos pelos anéis de corais que circundam Moorea, os mergulhos na baía Opunohu se caracterizam pelas águas tranquilas e cristalinas, além da ausência de correntezas fortes.

Dentro do recife há uma extensão de água suave, como a de um lago, onde as canoas dos nativos podem circular com segurança e onde ancoram os barcos”

- Charles Darwin, em ‘A viagem do Beagle’
E foi nessa tranquilidade testemunhada pelo pai da Teoria da Evolução, nos anos 30 do século 19, que o Viagem em Pauta realizou dois mergulhos na baía Opunohu, extremamente, tranquilos, onde vimos jardins de corais, tubarões e tartarugas.
Em uma mesma saída de barco, mergulhamos no ponto Tao Toi, um mergulho de 20 metros de profundidade, conhecido pela presença de tubarões galha-preta, moreias, peixes porco e cirurgião, e jardins de corais.
foto: Divulgação/TopDive Polynesia

A segunda experiência foi em Mamaru que, em língua polinésia, significa algo como “tubarão-de-galha-branca-de-recife”. É ali que fica o Lemon Shark Valley, vale conhecido pela concentração de grupos de tubarões-limão, cujos mergulhos vão de 15 a 25 metros.
Ambos pontos ficam fora do anel de recife que circunda Moorea.

“Na Polinésia Francesa, cada ilha tem a sua própria particularidade. Por isso não se pode dizer que os mergulhos na Polinésia Francesa sejam todos como em Moorea”, avisa o instrutor de mergulho Jack Graeme, da empresa TopDive.

Mas o que a gente tem certeza é que mergulhar nas ilhas do Tahiti é submergir em um mundo de águas de visibilidade que pode chegar a 50 metros de distância e com matizes que a gente nem consegue descrever.


Como são os mergulhos na Polinésia
Com início há cerca de 75 milhões de anos, a formação geológica da região tem origem vulcânica, cujas atividades são responsáveis por um dos cenários naturais mais impressionantes da Polinésia: os atóis.
Em busca de luz para sobreviver, os corais seguem crescendo após o colapso das ilhas, formando um anel que represa uma lagoa entre a ilha principal e o oceano, dando origem a um atol.
E é nesse ambiente, dentro e fora dos anéis, que acontecem os mergulhos em toda a Polinésia, considerada o maior santuário de mamíferos marinhos do planeta.
foto: Divulgação/TopDive Polynesia

Os mergulhos na Polinésia costumam ser em águas quentes e de alta visibilidade, e vida marinha variada (de peixinhos coloridos a raias-manta). O destino é conhecido também pela proximidade entre os dive centers e os pontos de mergulho, o que significa pouco tempo de navegação.
Assim como em qualquer destino do mundo, os mergulhos locais dependem de marés e correntezas. Mas uma particularidade da Polinésia é a presença das “passagens”, corredores naturais por onde passam as águas da lagoa interior e as do mar externo. O resultado é uma forte correnteza que faz a alegria de mergulhadores experientes em drift diving (“mergulho em correnteza”).
No arquipélago de Tuamotu acontecem os melhores mergulhos do gênero em toda a Polinésia, onde ficam ilhas como Rangiroa e Fakarava, considerada Reserva da Biosfera pela Unesco.
Para mergulhos sem correnteza, as Ilhas da Sociedade são as mais recomendadas, sobretudo em Bora Bora, Moorea e Tahiti. A região é conhecida também pela biodiversidade marinha em mergulhos que acontecem próximos aos recifes.
calendário de mergulhos nas Ilhas da Sociedade
tubarões galha preta e limão: durante todo o ano
raias-manta: de julho a outubro
baleias: entre agosto e outubro

* fonte: Tahiti Tourisme


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Na terra
A 270 metros de altitude, a Baía Opunohu tem uma das vistas mais impressionantes de Moorea, durante o passeio pelo Belvédère de Opunohu.
De carro, a pé ou até de quadriciclo, é possível subir a estrada em zigue-zague até mirantes, de onde se vê aquele cenário cinematográfico do alto, que já foi até cenário de filmes como ‘Rebelião em alto-mar (com Anthony Hopkins e Mel Gibson).
Montanha Rotui, entre as baías de Opunohu, à esquerda, e a de Cook, à direita, em Moorea (foto: Eduardo Vessoni)

É do alto que se percebe a geografia da ilha em forma de tridente, cuja costa norte se abre nas baías de Opunohu, à esquerda, e a de Cook, à direita, que abraçam o Mount Rotui, ao centro.
E, como se não bastasse o alto grau de perfeição cênica, tudo isso fica no interior de uma cratera de um vulcão extinto.

ONDE COMER

Uma chef em casa
Laurence Anzai é uma empresária do sul da França que prepara, juntamente, com os clientes, refeições a domicílio com 3 pratos (entrada, principal e sobremesa), harmonizados com vinhos.
O valor por pessoa é de 60 dólares (nada mal para um destino onde um menu degustação pode custar 150 euros por pessoa, no melhor restaurante de Bora Bora).
Mas o melhor da noite ainda são as conversas na boca do fogão, provando a batida que a própria Laurence prepara com leite de coco, baunilha, leite condensado, especiarias e rum.

foto: Eduardo Vessoni

Laurence é responsável também por um tour gastronômico (6h de duração, 75 euros por pessoa) que visita pescadores, produtores de baunilha e frutas tropicais, e termina com aula interativa de preparação de pratos da Polinésia. SAIBA MAIS
Outras experiências gastronômicas
Lilikoi Garden Cafe: Food truck localizado em uma jardim, onde a francesa Laurence serve pratos com produtos regionais, como a baunilha da ilha Taha’a, abacaxis de Moorea e atum do Tahiti.
Endereço: PK 14 Pihaena /Moorea (a 200 metros do Hilton Hotel)
www.lilikoimoorea.com
Moorea Beach Cafe: Sob o comando de Bruno Jamais​​​​​​, esse restaurante no centro de Maherepa surpreende não só com a vista única da lagoa de Moorea mas também com seu cardápio completo, que vai de pizzas a menu com peço fixo, servido no pôr do sol. SAIBA MAIS
Le Lézard Jaune Café: Administrado pelos falantes Dominique e Philippe, esse restaurante tem cardápio que vai de pratos polinésios como o peixe-espada (Espadon / 2. 450 XPF0) a opções internacionais como o cordeiro da Nova Zelândia (2.950 XPF), todos harmonizados com vinhos da casa. Em Tiahura, na costa norte de Moorea, o restaurante oferece transfer gratuito para clientes localizados a até 7 quilômetros do estabelecimento. Contato: le.lezard.jaune.cafe@mail.pf

* Lendas da Polinésia
Contar a história dessa ilha, a apenas 35 minutos de barco da capital do Taiti, significa relembrar lendas polinésias.
Com 82 km², Moorea teria o formato de Tumu Rai Fenua, o polvo enviado pelos deuses, a fim de levar harmonia à população local. Sua cabeça seria a rocha principal e seus oito tentáculos, as cadeias montanhosas da ilha.
O nome teria surgido de um lagarto de pele amarelada, filho de Temaiatea e sua esposa.
Abandonado pelos pais, devido a seu crescimento exagerado, Moo-rea nadou em direção ao leste, onde se afogou, após enfrentar três correntezas e encalhar em uma praia de Aimeho (o antigo nome de Moorea).
Aos gritos, os pescadores que encontraram seu corpo avisaram a população local: “É um lagarto amarelo! E moo re’a! ”
Desde então, a ilha passaria a se chamar Moorea.

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Tahiti          Bora Bora          Taha’a        Raiatea

Final de tarde em Taha’a (foto: Eduardo Vessoni)


ILHAS DA SOCIEDADE

Localizado no setor oeste da Polinésia Francesa, esse arquipélago abriga os destinos mais famosos da região, como Bora Bora, Moorea e Tahiti, onde fica a capital Papeete, a porta de entrada para turistas estrangeiros. VEJA MAPA

Taha'a, uma das ilhas do Tahiti, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)
Taha’a, uma das ilhas do Tahiti, na Polinésia Francesa (foto: Eduardo Vessoni)

A Polinésia é formada também pelas Ilhas Tuamotu (Rangiroa, Tikehau, Manihi e Fakarava), Ilhas Marquesas, Ilhas Gambier (Mangareva) e Ilhas Austrais (Rurutu, Tubuai, Raivavae e Rimatara)
SAIBA MAIS
Turismo oficial do Tahiti
www.tahititourisme.com.br
Mergulho em Moorea
O centro de mergulho da Top Dive fica no interior do InterContinental Moorea Resort & Spa.
www.topdive.fr

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* O Viagem em Pauta visitou a Polinésia Francesa a convite do Atout France e do Tahiti Tourisme

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