A série documental Parques Nacionais, projeto audiovisual independente, produzido pela Geeteê Filmes, ganha mais um destino: o Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.
Criado em 1961, São Joaquim é a primeira unidade de conservação federal daquele estado e protege remanescentes da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil.
Esse atrativo natural é conhecido por suas formações rochosas e cânions que surgiram quando os continentes África e América se separaram, e que são resultado de milhões de anos de vulcanismo, erosão e transformações climáticas.
Entre os destaques está a emblemática Pedra Furada, símbolo da região.

Além do registro visual do local, o documentário traz entrevistas com pessoas que interagem com o território, como gestores e equipe da unidade, especialistas, moradores e parceiros locais.
“São Joaquim é um daqueles lugares que surpreendem a cada visita — seja pelas paisagens de altitude, pelas mudanças rápidas de clima ou pela sensação de estar em um dos cenários mais singulares do Brasil, que combina beleza e história”, diz Sérgio Espada, idealizador do projeto Parques Nacionais, em nota enviada ao Viagem em Pauta.
Espada lembra também que o parque é um dos poucos lugares onde ainda se pode ver uma floresta de xaxins gigantes centenários ou matas nebulares — aspectos não tão comuns em outras regiões de Mata Atlântica.
O filme está disponível no canal oficial do Youtube, no perfil @ParquesNacionais.
Parque Nacional de São Joaquim
Vales profundos, montanhas recortadas por estradas estreitas e um dos climas mais frios do Brasil são alguns dos cenários dessa área preservada, na região serrana de Santa Catarina, a 165 km de Florianópolis.
Em meio à urbanização do litoral, o parque funciona como refúgio para a fauna e para a flora, especialmente em áreas de maior altitude, e como regulador hídrico essencial, abrigando nascentes de rios que abastecem a população local e integram o aquífero Guarani, a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul.
O parque tem três núcleos principais que permitem diferentes experiências de visitação.
O Morro da Igreja dá acesso à mirantes e trilhas icônicas, como a Trilha da Pedra Furada, que exige acompanhamento de condutor autorizado, e a Trilha das Nascentes do Rio Pelotas.
O Recanto Santa Bárbara tem trilhas mais leves, como a dos Xaxins Gigantes e a Cascatinha, ideais para famílias e grupos. Nesse trecho há ainda a Estrada de Santa Bárbara, acessível de carro, bicicleta ou a pé, e um cemitério histórico.
Já o Rio do Bispo é o terceiro núcleo de visitação, com trilhas que margeiam o rio, ideais para quem busca mais aventura.

SAIBA MAIS: “O que fazer no Parque Nacional São Joaquim, em Santa Catarina”
Além do parque
A 27 km de Urubici fica a Serra do Corvo Branco, montanhas na divisa com o município de Grão-Pará que abriga a maior fenda em uma rocha arenítica do Brasil, um corte de 90 metros de altura.
Apenas motoristas experientes devem encarar suas vertiginosas curvas, por isso deixe o carro na entrada da atração e vá a pé em direção ao ziguezague de curvas da estrada.
Para quem segue em direção ao litoral, a estrada é protagonista.
Comece a impressionante descida de 73 km a partir de Urubici pelas SC-430 e SC-438. Antes de se lançar nas curvas da SC-438, faça uma parada no Mirante da Serra para observar do alto a estrada que risca aquelas montanhas em direção ao nível do mar.
A partir de Urubici, o destaque é a descida vertiginosa dos 73 km da Serra do Rio do Rastro, que pode ser vista no Mirante da Serra, no início da estrada, na cidade de Lauro Müller.
A parada final desse dia é em Torres, no extremo norte do litoral do Rio Grande do Sul e a 170 km de distância.
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