Jardim de vitórias-régias é atração de Santarém e Alter do Chão, no Pará

A atração fica a duas horas de barco de Santarém, em um braço do Rio Amazonas

No Canal do Jari tem leite de apuí, mungubeira, catauari e até flor de lótus. Mas quem chega nesse labirinto de canais alagados só tem olhos para o jardim de plantas gigantes sob uma palafita.

A duas horas de barco de Santarém, no Pará, esse braço do rio Amazonas é endereço do Jardim Vitória-Régia, atração turística comandada pela divertida Dulce de Oliveira.

Dulce de Oliveira no seu jardim de vitórias-régias, em Santarém, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)

Há cerca de dois anos, essa paraense abriu as portas de casa para receber visitantes com mesa farta, montada com petiscos preparados com a planta símbolo da Amazônia. A visita, costurada por uma infinidade de histórias contadas pela proprietária do local, é acompanhada por um tour de canoa que navega entre suas 134 vitórias-régias.

VEJA VÍDEO

LEIA TAMBÉM: “O que fazer em Santarém e Alter do Chão”

“Eu só queria esse jardim, ó”, introduz Dulce com a proa da nossa canoa voltada para sua casa suspensa sobre um lago lotado de plantas aquáticas.

“Agora você imagina essa visão sem nenhuma vitória-régia. Não teria graça, não. Morar no meio da Amazônia e não ter nenhuma delas na frente da minha casa? Então vamos plantar essa moça, né?”, conclui.

A visita (R$ 20) tem também degustação de pratos que Dulce prepara com vitória-régia como principal ingrediente. Tem bolo, pipoca, torta, rabanada, pastel, tempura, pastel, picles, doce e a planta em conserva.

Jardim de vitórias-régias, no Canal do Jari (foto: Eduardo Vessoni)

Durante a navegação por aqueles canais estreitos do Jari é possível avistar as tradicionais casas de palafita que as comunidades ribeirinhas constroem por conta da temporada de cheia dos rios, que costuma ir de janeiro a junho.

Conhecida também pela pesca artesanal, a região é endereço de aves, macacos, preguiças e jacarés. Assim como na canção que Dulce entoa quando chega um visitante, “tudo de bonito você vê ali/venha, meu amigo, venha conferir tudo o que se tem no canal do Jari”.

LEIA TAMBÉM: “1ª vez na Amazônia: Belém ou Manaus?”

VEJA FOTOS

  • Jardim de vitórias-régias, no Canal do Jari, em Santarém, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)
  • Dulce de Oliveira no seu jardim de vitórias-régias, em Santarém, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)
  • Samaúma gigante da Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)
  • Samaúma gigante da Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)
  • Ilha do Amor, em Alter do Chão, em Santarém (foto: Eduardo Vessoni)
  • Final de tarde no Rio Tapajós, em Santarém, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)
  • Encontro das Águas, fenômeno natural nos rios Tapajós e Amazonas, em Santarém, no Pará (foto: Eduardo Vessoni)

SAIBA MAIS
Jardim Vitória-Régia (Canal do Jari)

A forma mais fácil de chegar ao local é contratar um dos tours que saem de Alter do Chão (R$ 180 por pessoa, aproximadamente).

A entrada ao jardim da Dulce custa R$ 20 e inclui degustação de pratos feitos com vitória-régia.

* Esta viagem foi feita com o apoio das secretarias de turismo do Pará e de Santarém.
* O Viagem em Pauta também agradece a Magda Pucci, diretora musical da banda Mawaca, pela cessão das músicas que fazem parte da trilha do vídeo de Santarém.O álbum "Rupestres Sonoros – O canto dos povos da floresta" é um homenagem aos povos indígenas brasileiros.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*