Conheça o Museu do Fracasso

Essa exposição itinerante não hesita em contar as histórias de ambições que não deram certo.

Exibida pela primeira vez na Suécia, a coleção com mais de 130 invenções fracassadas foi concebida pelo psicólogo e pesquisador de inovação, Dr. Samuel West, com o objetivo de inspirar os visitantes a inovarem sem medo de falhar.

Óculos do Google, no Museu do Fracasso (foto: Divulgação)

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Depois de desembarcar na França, Taiwan, China continental e em algumas cidades dos Estados Unidos, agora é a vez de ser lançada no bairro do Brooklyn, em Nova York, no próximo dia 17 de março.

“É natural hospedar essa exposição na Industry City, um lugar vibrante e diversificado que abrange o espírito de inovação”, descreve em nota, Martin Biallas, fundador e CEO do SEE™ Attractions.

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Museu do Fracasso

Um dos destaques da exposição são os óculos inteligentes que o Google lançou em 2013, tirando o produto de circulação dois anos mais tarde.

Na época, o produto custava US$ 1.500 e causou furor entre entusiastas da tecnologia por conta da câmera embutida e dos controles de voz. Porém, segundo o próprio Museu do Fracasso, o brinquedinho não passava de um protótipo caro que não atendia às necessidades dos usuários.

Outra curiosidade exposta no museu é a New Coke (“Nova Coca-Cola”, em português).

Para atrair consumidores que preferiam a concorrente Pepsi, que tinha uma versão mais doce do refrigerante, a Coca-Cola mudou sua receita clássica, em 1985, e lançou esse que seria um dos maiores fracassos da empresa, enfurecendo consumidores com a alteração da receita clássica.

Aliás, diz a lenda que a estratégia teria sido uma maneira da empresa substituir o açúcar de cana por adoçantes mais baratos ou uma jogada de marketing.

Já a Rejuvenique (*1982–†1988) era uma máscara facial que prometia tonificar os músculos do rosto com… choques elétricos.

Na entanto, a invenção, que deveria ser fixada no rosto por 15 minutos, de três a quatro vezes por semana, foi classificada como uma máscara que dava a sensação de ter “mil formigas mordendo o rosto”, na descrição de uma usuária da época.

Sem falar que o produto nunca chegou a ser aprovado por órgãos de segurança.

“A ficção do futuro pode ser muito maior do que a realidade realmente é”, descreve o curador do Museum of Failure na Suécia, Samuel West.

Mas nem só com tecnologia se monta o acervo desse museu.

Rejuvenique no Museu do Fracasso (foto: Divulgação)

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Outro fracasso em exposição é a “Little Miss No Name Doll”, algo como “Bonequinha sem Nome”, em tradução literal.

Criada em 1965, a boneca não tinha absolutamente nada, sequer sapatos, e vinha apenas como um saco de estopa como única opção de roupa.

Curiosamente, ainda hoje é possível comprar a boneca de colecionadores por, pasmem!, US$ 150.

“Little Miss No Name Doll”, no Museu do Fracasso (foto: Divulgação)

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SAIBA MAIS
Museum of Failure
quando: de 17 de março a 14 de maio
onde: Industry City – Brooklyn/N.Y (220 36th St)
quanto: a partir de $16.50

www.museumoffailure.com

9 Comentários

  1. Muito interessante essa pesquisa ea reunião desses dois itens raros, antigos e fracassados..rsrsr
    Gostaria de visitar esse “fracasso de museu”…

  2. Muito interessante essa pesquisa ea reunião desses itens raros, antigos e fracassados..rsrsr
    Gostaria de visitar esse “fracasso de museu”…

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