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Por que o Chile é a capital mundial da astronomia

Dono de uma das geografias mais extremas da América do Sul, o Chile tem tudo o que brasileiro não encontra por aqui.

Esse país delgado espremido entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico tem paisagens que vão da isolada Patagônia ao norte árido do país, passando por fiordes, vulcões e geleiras.

Mas basta olhar para o céu, para se dar conta de que o Chile vai além.

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Conhecido como “os olhos do universo” e sob um dos céus mais limpos do hemisfério sul, o Chile é considerado a capital mundial da astronomia, devido às condições para a observação do céu e de diversos fenômenos astronômicos.

Com mais de 300 noites de céu aberto por ano, como clima e posição no mundo, esse país andino é, mundialmente, famoso pela sua nitidez e excelentes condições para observação de estrelas. Não é à toa que é endereço também de 40 observatórios internacionais, com maior concentração na região de Coquimbo, dos quais 27 estão abertos para visitas turísticas.


É ali, por exemplo, que fica o observatório mais antigo da América do Sul, o Cerro Tololo, a 87 km de La Serena. O local é operado pela AURA (Asociation of Universities for the Research in Astronomy Incorporation), com as colaborações da NOAO (National Optical Astroomy Observatories), da Universidad de Chile e da National Science Fundation.

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Céus do norte

Os céus do norte chileno, como Antofagasta e São Pedro do Atacama, têm condições ideais para a contemplação das estrelas por conta do clima árido do deserto.

Localizado próximo ao Deserto do Atacama, a uma altitude de 2400 metros, o Obervatório La Silla é favorecido pelo distanciamento de qualquer contaminação luminosa.

Observatorio La Silla, no Deserto do Atacama (foto: Divulgação)

A cerca de 27 km dali fica o Observatório Las Campanas, onde os visitantes podem usar telescópios refletores de 6,5 metros de última geração.

Já o Observatório Alfa Aldea, em Coquimbo, se localiza na região com maior oferta astroturística do Chile, cuja experiência turística inclui observação dos céus por meio de telescópios gigantes.

Com baixos índices de poluição luminosa, regiões centrais como o Valle del Elqui e Cajón del Maipo também oferecem experiências de astroturismo.


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Astronomia estrelada

Devido a suas condições meteorológicas únicas, como transparência para observação astronômica, o Chile tem com certificação do selo Starlight Destination em três localidades, como a a região da escultura Mano del Desierto, a 75 km ao sul de Antofagasta, que costuma ser procurada pela qualidade de seus céus para observação a olho nu.

La Mano del Desierto, no Chile (foto: Nicolás Valdés Ortega/Wikimedia Commons)

Já o Parque Arqueológico de Chug Chug, a 60 km de Calama, é um dos principais destinos de astroturismo do Chile e guarda uma das maiores concentrações mundiais de geoglifo.

Outro destino com selo Starlight Destination é Alto El Loa, também na região de Antofagasta.

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* com informação do Chile Travel

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