Como é o único parque de aventura da cidade de SP

A zona sul da capital de São Paulo é abraçada por um mundo de águas.

De um lado, fica a Represa Billings; do outro, a Guarapiranga. E bem no meio tem uma cidade que muita gente (ainda) desconhece, cujo cenário que se abre diante dos olhos parece não combinar com a cidade mais nervosa da América do Sul.

No extremo sul, a quase 60 km da Praça da Sé, a capital paulista assume outro ritmo.

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No Selva SP, o primeiro e único parque de aventura do município, dá para navegar no último rio limpo de São Paulo, fazer longas trilhas no interior da Mata Atlântica e sobrevoar uma das maiores áreas que ainda restam desse bioma em todo o estado.

O atrativo é uma das 76 opções de turismo no Polo de Ecoturismo de São Paulo, território que ocupa quase 30% da área total da cidade, nos distritos de Parelheiros, Marsilac e Ilha do Bororé.

Em outras palavras, é a São Paulo da selva de concreto debruçada sobre a Serra do Mar e que quase toca a Baixada Santista.

Selva SP, no extremo sul da cidade de São Paulo (foto: Eduardo Vessoni)

Como é o Selva SP

Durante todo o tempo, a gente se pergunta se aquilo tudo ainda é a cidade de São Paulo.

Localizado em um terreno natural de 17 mil m² e rodeado por um corredor verde de mata densa, no distrito de Engenheiro Marsilac, o Selva SP tem atividades de ecoturismo na APA (Área de Proteção Ambiental) Capivari Monos, no interior da Terra Indígena Tenondé Porã.

Embora cobre uma taxa mínima de R$ 35 (com trilha guiada, banho de rio e estacionamento incluídos), esse parque de aventura oferece combos com atividades que custam entre R$ 65 (day use com acesso à cachoeira, trilha autoguiada e passeio de caiaque ou SUP) e R$ 186 para o pacote anterior com rafting no Rio Capivari incluído.


Assim como explica a guia de turismo Cibele Eloá Lima da Silva, a descida em botes é a atividade mais extrema no parque, em que os visitantes passam por quatro cachoeiras e duas corredeiras, ao longo de três horas de navegação.

“Paralheiros é um paraíso dentro da cidade de São Paulo, onde você pode fazer atividades dentro de um rio limpo”, avisa Cibele.

E se você ainda não se convenceu da potência cênica daquilo tudo, a dica é encarar o rapel diagonal.

Rapel no Selva SP (foto: Walley Waetge/SPTuris)

Nessa espécie de rapel com tirolesa, o visitante desliza por cabos a 30 metros de altura, sobre a praia de água doce que se forma aos pés da Cachoeira de Marsilac. Bem ao lado acontece também uma tirolesa com 180 metros de extensão, a 15m de altura, onde sobrevoa-se o Capivari e se tem vista total dessa mesma queda d’água que, tecnicamente, é uma corredeira de 20 metros de extensão.

O empresário Vagner Fernandes, que também atua no Selva SP, lembra que o rio tem mais de 40 cachoeiras para serem exploradas, como a do Marsilac que fica a poucos metros do estacionamento do parque, e as que estão ao longo da Trilha das 4 Cachoeiras, um circuito circular de sete horas de duração e três km de extensão.

“É uma vivência muito especial para poder contemplar a natureza, fazer esporte de aventura e sair totalmente transformado”, garante Vagner.


Em entrevista para o Viagem em Pauta, Solange Dias, presidente da AMTECI (Associação Empresarial do Polo de Ecoturismo de Parelheiros), conta que o Selva SP é um dos resultados de um movimento iniciado pela comunidade local, em 2014, que visa a preservação ambiental e o desenvolvimento de um turismo que gere emprego e renda nessa região com um dos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixos da cidade.

“Fomos favorecidos com a pandemia porque a população sentiu a necessidade de voltar a estar nessa natureza e ter um dia de descanso sem precisar enfrentar congestionamento nem estrada”, analisa Solange.

O turismo de base comunitária na região do Polo de Ecoturismo de São Paulo é formado por 120 pequenos empreendedores que adaptaram suas propriedades para atuarem na área do turismo, como o The Roça Park, onde é possível fazer passeios de trator nas margens da Represa Billings.

“Os turistas ficam maravilhados e não têm pressa de ir embora. É como se eles viessem aqui renovar as energias com a natureza”, descreve Patricia Garcia dos Santos, uma dos idealizadores das atividades nesse sítio familiar de 14 hectares, em Parelheiros.

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Como chegar no Selva SP
Da Marginal Pinheiros ou da avenida 23 de Maio, é preciso seguir em direção à avenida Interlagos.

Dali, o motorista deve continuar pela avenida Senador Teotônio Vilela e seguir as placas marrons do “Polo de Ecoturismo de São Paulo”. A viagem continua pela avenida Sadamú Inoe, Estrada de Engenheiro Marsilac e Estrada do Capivari.

O percurso a partir da Praça da Sé tem 56 km e, durante a semana, é percorrido em cerca de 2h15.

foto: Eduardo Vessoni

Uma alternativa é o ‘Vai de Roteiro’, programa mantido pela Prefeitura e a Secretaria Municipal de Turismo da cidade de São Paulo e que estimula moradores a conhecerem a própria cidade.

Entre os 14 roteiros gratuitos está a região de Parelheiros que, de acordo com a semana, tem paradas no Selva SP e no The Roça Park.

“É uma região com uma série de atrativos, como propriedade rurais de produção de orgânicos, parques naturais, uma casa ateliê construída com a técnica de bioconstrução e turismo de aventura dentro da cidade, como rafting, Stand Up, caiaque e tirolesa”, descreve o guia de turismo Júlio Barboza do Prado. SAIBA MAIS



SAIBA MAIS

Selva SP – Parque de Aventura
Estrada do Capivari, 5.005 – Engenheiro Marsilac/São Paulo

Tel.: (11) 9 4703-9638 / 9 4701-7138

Diariamente, das 9h às 17h (fechado, em dias de chuvas)

Ingressos a partir de R$ 35

O local tem também restaurante com produtos orgânicos e refeições a la carte (dias de semana) e self-service (finais de semana).

www.selvasp.com.br


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* O Viagem em Pauta viajou com o apoio da SPTuris, do Polo de Ecoturismo de São PauloSecretaria de Relações Internacionais de São Paulo e da Jeep do Brasil

4 Comentários

  1. Boa noite
    Na reportagem “Como chegar no Selva SP”
    O nome correto da Avenida é Teotônio Vilela e não Antônio como foi colocado.

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