Dia da Amazônia: confira atrações

Neste 5 de setembro é celebrado o Dia da Amazônia. Mas até quando vamos ter floresta de pé para comemorar?

Apesar da recente queda no desmatamento, segundo o governo brasileiro, a região vem agonizando na própria diversidade e segue sendo vista como um destino exótico num canto do país onde ninguém vai.

“Ainda hoje as populações do Alto Solimões, quando viajam para Manaus, dizem que vão para o Brasil”, descreve o pesquisador Márcio Souza, autor de “A História da Amazônia” (editora Record).

Alter do Chão, em Santarém (foto: Eduardo Vessoni)

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Por outro lado, o turismo de base sustentável, como a divertida visita a um jardim de vitória-régia, é uma das opções para quem quiser ver floresta (ainda) de pé nesse bioma presente em nove países do continente e em 772 cidades das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.

Nesse post você conhece atrações amazônicas que vão muito além da observação de vida animal selvagem (que aliás é rara de ser avistada) e de índios fantasiados de índio para entreter turistas.


DIA DA AMAZÔNIA

Cidades bem estruturadas
Belém (PA) e Manaus (AM) têm acesso fácil à floresta amazônica e são as cidades com as melhores estruturas turísticas da região.

No entanto, quem chega a essas principais capitais do Norte pode se decepcionar em um primeiro momento: caos no trânsito, vias sujas e insegurança nas ruas ainda são problemas em ambas cidades.

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Praias de rio
Quem não tem mar, vai de rio mesmo. E haja rio em terras amazônicas.

De julho a dezembro, destinos como Alter do Chão (PA) e Manaus (AM) veem suas águas baixarem, revelando praias de rios.

É durante o verão amazônico que locais como a Ilha do Amor, banco de areia em frente à orla de Alter do Chão, em Santarém, ganham estrutura turística como bares fluviais e atividades náuticas. A cidade fica a 1h20 de avião de Belém, aproximadamente, e tem turismo não só em áreas urbanas, mas também no interior da maior floresta tropical do planeta.

Em Manaus, as praias de rio mais conhecidas são as praias de Ponta Negra (13 km do centro), com quadras, bares e restaurantes, e a do Tupé, banco de areia a 34 km de Manaus, no Rio Negro e com acesso por barco.

foto: Mário Oliveira/MTUR

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Igarapés
Se você tiver tempo para uma única experiência na Amazônia, invista em um passeio por igarapés próximos a Belém, Santarém ou Manaus.

No inverno amazônico, entre janeiro e junho, as chuvas fortes que caem sobre a região formam esses corredores alagados que podem ser navegados por pequenas embarcações.

foto: Eduardo Vessoni

Jardim de vitórias-régias
A duas horas de barco de Santarém, o Canal do Jari é um braço do rio Amazonas e endereço desse jardim com mais de 130 exemplares dessa planta aquática típica da Amazônia.

A experiência é conduzida pela divertida Dulce de Oliveira, quem abre as portas de casa para receber visitantes com mesa farta, montada com petiscos preparados com a planta símbolo da Amazônia.

A visita, costurada por uma infinidade de histórias contadas por essa paraense, é acompanhada por um tour de canoa que navega entre suas 134 vitórias-régias.

VEJA VÍDEO

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Floresta com cachoeira
Localizado no Baixo Rio Negro, ao norte de Manaus, o município de Presidente Figueiredo tem mais de 100 quedas d’água catalogadas e é declarado a “Terra das Cachoeiras”.

Tudo isso em plena floresta e entre grutas, cavernas e quedas de todos os tamanhos. Na época da cheia de rios, entre fevereiro e junho, dá até para fazer rafting, boia cross, caiaque, tirolesa e rapel.

E para não errar na hora de escolher a sua queda d’água preferida, lembre-se que as opções por ali vão de endereços lotados que parecem clubes de finais de semana até cachoeiras mais isoladas e com difícil acesso.

foto: Pixabay

Parque Nacional de Anavilhanas
Esse labirinto fica entre Manaus e Novo Airão, e é um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, com mais de 400 ilhas.

Seus canais levam a mais de 60 comunidades locais e têm atrativos como praias de rios e trilhas aquáticas por igapós, como são chamados os trechos alagados de floresta.


Amazônia do alto
Aos pés de uma castanheira, os hóspedes de um hotel em Autazes, a 100 km de Manaus (AM), se equipam com capacete, cadeirinha e ascensor para encarar a subida até a copa de uma árvore com 40 metros de altura.

Para quem tem dificuldade de realizar a atividade, disponível para pessoas maiores de três anos, a agência avisa que os aventureiros podem ser içados pelos próprios instrutores.

O retorno é feito com técnicas de rapel. SAIBA MAIS

amazonia
foto: Amazon Tree Climbing/Reprodução

QUANDO IR

O inverno amazônico costuma ser de janeiro a junho, quando as temperaturas estão entre 27° e 30º, e as chuvas facilitam a navegação de pequenas embarcações.

Já o verão local vai de julho a dezembro e tem temperaturas na casa dos 35°C, com sensação térmica que ultrapassa os 40°C.

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