Como é o camping em ocas indígenas, na Baía da Traição (PB)

A cerca de 90 km de João Pessoa, o litoral norte é a versão indígena da Paraíba.

A região abriga 32 aldeias nos municípios de Baía da Traição, Armação e Rio Tinto, onde cerca de 10 mil indígenas se dedicam à agricultura, à pesca e ao turismo, onde fica uma das opções de hospedagem mais inusitadas daquele estado nordestino.

Esse camping na Baía da Traição é conhecido por suas tradicionais ocas indígenas em frente ao mar, na Aldeia Alto do Tambá.

foto: Eduardo Vessoni

O Okatu tem nove ocas feitas com palhas de coqueiro, onde cabe até uma barraca, além de contar com estrutura como redes, restaurante e área de apresentações de toré, como é conhecido o ritual sagrado daqueles indígenas.

A infraestrutura local tem também pontos de energia, água encanada e banheiro. Já a barraca ou a rede ficam a cargo dos hóspedes, que não contam com cozinha. A diária por pessoa custa R$ 50 e pode ser complementada com serviços extras como café da manhã (R$ 20) e jantar (R$ 20).

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Baía da Traição

A cidade é um dos núcleos mais antigos da colonização paraibana e vem se destacando com seu turismo de base comunitária, em atrativos como praias com falésias, banhos de rio e apresentações de rodas de coco e pajelança.

Assim como explica o empresário Wenison Medeiros, o Índio, a origem do nome do município se deve ao conflito entre indígenas e os portugueses, que “disseram que aqui era terra de gente traiçoeira”.

Foi durante as primeiras viagens exploratórias ao Brasil, em 1501, que os portugueses foram atraídos por acenos hospitaleiros daqueles “gentios bravos” para então serem trucidados num ritual antropofágico.

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foto: Marco Pimentel

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Entre a foz dos rios Camaratuba e Mamanguape, o destino tem 40 quilômetros de praias que se estendem sob falésias multicoloridas que se debruçam sobre o mar agitado, como Cardosas, Coqueirinho e Trincheiras, cujas dunas foram abrigos lusos na luta contra os holandeses, em 1625.

Outro passeio imperdível é a navegação no Rio Sinimbu, que tem início na aldeia Camurupim, no município de Marcação, e segue por atrativos como as trilhas no manguezal da Ilha do Amor e pôr do sol na Barra do Mamanguape, distrito de Rio Tinto.

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Ilha do Amor, em Marcação (foto: Eduardo Vessoni)

Aliás, sua nascente é um dos cenários mais belos do destino.

Esse curso d’água na aldeia Tracoeira, no município de Baía da Traição, é conhecido como Rio do Gozo, por conta de suas águas cristalinas e mais frias que dão a sensação de alívio para quem entra nesse rio raso, equipado com estrutura de lazer, cascata e até um balanço molhado.

Já na Aldeia Alto do Tambá, não deixe de provar as tapiocas da Angelina, que chega a produzir 300 unidades dessa iguaria, em um único dia de verão. Dá para provar também o beiju recheado e o “grude”, uma massa pastosa com coco assada na folha da bananeira.

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