Lagos de Plitvice: paraíso dos amantes de cachoeiras

Essa poderia ser mais uma daquelas viagens pela Europa com visitas a atrativos manjados que, mesmo quem não conhece, já sabe de cor.

Poderia, mas não vai ser.

Afinal de contas, não é só porque você está no Velho Continente que o roteiro tem que ser igual ao de todo mundo.

Lagos de Plitvice (foto: Eduardo Vessoni)

No Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, na Croácia, próximo à fronteira com a Bósnia, tudo que se vê não cabe no nosso campo de visão ou no da câmera fotográfica. Para onde se olha, tem uma cachoeira.

É monumental, é exagerado e é fabuloso.

Declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o Nacionalni park Plitvička jezera, nome original em língua croata, é o primeiro e o maior parque nacional desse país do Leste Europeu.

CONFIRA WEB STORY

É como caminhar sobre um imenso tapete verde recortado por degraus naturais por onde escorrem cachoeiras de todos os tamanhos. Parecem uma só, divididas em línguas d’água, mas são dezenas delas, caindo no rio Korana, em diferentes níveis.

O local é conhecido pela sequência de 16 lagos conectados por cachoeiras, em que o visitante caminha sobre passarelas de madeira que cruzam lagos, faz passeio em trenzinhos a diferentes níveis do parque e pode tomar pequenas embarcações que fazem deslocamentos breves entre uma margem e outra.

O destaque é a Veliki Slap (‘Grande Cachoeira’, em português), uma queda de 78 metros de altura, considerada a maior da Croácia.

Veliki Slap (foto: Eduardo Vessoni)

VEJA TAMBÉM: “Serra do Roncador tem dose elevada de trilhas e cachoeiras”

Com sete rotas diferentes, ao redor dos lagos, e quatro trilhas para hiking, Plitvice (‘águas rasas’, em português) é um dos cenários mais impactantes da Europa, cuja delicada formação milenar ocorreu pela insistência das águas que moldam até hoje o abundante travertino local, uma rocha porosa que deu origem a esses lagos em constante formação geológica.

Os tons de seus lagos também são resultados de um processo natural que se dá com a liberação de gases de algas em crescimento e decomposição que reagem com a água, garantindo cores que a gente não sabe se são azuladas, esverdeadas ou turmalinas.

A única má notícia é que, devido à fragilidade daquele ecossistema, banhos não são permitidos em seus lagos e cachoeiras.

Muito além das cachoeiras

Plitvice, porém, vai além de seus lagos de formação milenar.

Outra parada obrigatória no interior do parque, daquelas que passam despercebidas por muitos visitantes, é a Supljara (‘caverna oca’, em português), uma formação com entrada vertical, cujo escoamento de água causou o desmoronamento de sua estrutura, dando origem a três salas interconectadas.

Para acessar essa caverna a constantes 10,5 °C, uma escadaria de pedras leva a salões interiores, com acesso tanto no nível dos lagos quanto pelos mirantes do setor superior do parque.

Supljara (‘caverna oca’, em português (foto: Eduardo Vessoni)

A fauna local é tímida e, raramente, dá as caras. Mas está ali, presente e invisível.

Plitvice é habitat de ursos-pardos, linces e lobos, considerados alguns dos maiores carnívoros da Europa.

Essas terras ainda intocadas, cujos setores de visitação aos lagos representam apenas 1% de uma área total de pouco menos de 300 km² de extensão, são cenário para a gente imaginar encontros inesperados com animais que vivem na região, onde 2/3 de parque nacional são florestas.

O concorrido Mar Adriático das águas turquesas e das viagens de veleiro fica a apenas 54 quilômetros dali, mas isso é história para outro capítulo daquelas fábulas que costumam ser contadas em terras croatas.

VEJA VÍDEO

LEIA TAMBÉM: “A Eslovênia não é deste mundo: veja atrações”

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*