3 passeios imperdíveis na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso

Olhando do alto de um dos mirantes da Cidade de Pedra, a Chapada dos Guimarães parece um imenso tapete verde que se estende em direção a Cuiabá, a pouco mais de uma hora dali.

Ela não tem a mesma fama da baiana Diamantina, nem o misticismo gratiluz de Veadeiros, em Goiás. Mas é, ao mesmo tempo, tudo isso.

Cenário de produções como novelas (“Ana Raio e Zé Trovão” e “Fera Ferida”) e reality show (“No limite”), a menor chapada do Brasil se agiganta em uma sequência de mais de 150 quilômetros ininterruptos de paredões de arenito que abraçam a região em forma de muralhas imponentes.

Ainda que não seja a primeira a vir à mente, o que se conhece na Chapada dos Guimarães é difícil de ser esquecido.

Neste miniguia e no vídeo mais abaixo, você caminha por uma imensa cidade de rochas afiadas pelos ventos, vê tudo aquilo do alto e, como ninguém é de ferro, mergulha em águas, exageradamente, cristalinas.


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COMO CHEGAR

de avião

Cuiabá, cujo aeroporto fica no município vizinho de Várzea Grande, é a prinicpal entrada para a Chapada dos Guimarães.

de carro

A 70 km da capital mato-grossense, aproximadamente, a viagem segue por estradas como a BR-251 e a MT-020.

de ônibus

A viagem dura em média 1h20 e é operada pelas empresas Grantur e CMT, sem sites disponíveis.


PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS GUIMARÃES, NO MATO GROSSO

* com informações do ICMBio

Véu de Noiva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso (foto: Eduardo Vessoni)

Embora tenha entrada grátis, o parque exige a contratação de um guia para visita de alguns atrativos dessa área preservada de pouco mais de 32 mil hectares.

Durante a pandemia de coronavírus, foram adotados alguns horários e medidas especiais de visita, de acordo com cada atrativo.

A 12 km da cidade homônima, o PN da Chapada dos Guimarães abriga praticamente os principais atrativos turísticos da região, desde os mais acessíveis até os de maior grau de dificuldade.

Para começar sem muito esforço, a primeira parada é no mirante do Véu de Noiva (sem agendamento nem contratação de guia).

Do alto se tem vista dessa que é a imagem mais famosa do destino: uma cachoeira de 86 metros de queda que rasga os famosos paredões de arenito, antes de formar um poço, em um vale em forma de ferradura.

Outro roteiro básico também em área de preservação é o Circuito das Cachoeiras, uma longa caminhada de 6 km (ida e volta) que passa por piscinas naturais formadas por uma sequência de seis quedas d’água (Sete de Setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência, a última com banho proibido).

Embora autoguiada, desde 2020, é recomendada a contratação de guia. Já o agendamento deve ser feito no seguinte site.

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“Guia da Chapada dos Veadeiros (Goiás): novidades, dicas e roteiros”
“Parque Nacional da Chapada das Mesas: cachoeiras do Prata e de São Romão”
“O que fazer na Chapada das Mesas, destino ainda desconhecido do Maranhão”
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QUANDO IR

Cinco graus em média mais frio do que Cuiabá, a cidade da Chapada dos Guimarães surpreende quem espera encontrar aquele calorão típico do Centro-Oeste, sobretudo entre maio e agosto, quando os termômetros podem marcar 10°C.

No final da tarde, a neblina que vai tomando conta da rua Quinco Caldas e da praça da igreja, no centro, até confunde os desavisados.

A época de chuva costuma ser entre fevereiro e março, e a de seca vai de julho a outubro, quando as altas temperaturas podem causar incêndios florestais.

Segundo guias locais, os melhores meses para visitar a região é em maio (céu azul e baixo índice pluviométrico) e setembro, com temperaturas mais amenas.

IMPERDÍVEIS DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Cidade de Pedra (foto: Eduardo Vessoni)

Cidade de Pedra

Sem dúvida, um dos cenários mais chapados da Chapada, em pleno Parque Nacional.

A cerca de 24 km do Véu de Noiva, parte em estrada de terra, esse atrativo só deve ser explorado em carros 4×4, que pode ser deixado a poucos metros do início da trilha de 500 metros de acesso a mirantes com vista única daquelas impressionantes muralhas rochosas.

Assim como lembra o guia Alfredo Lelis Amaral Filho, um divertido paulistano que está na região há quase 40 anos, “é o local de maior visibilidade da Chapada, no Vale do Rio Claro”.

Com sete mirantes ao longo da trilha, a uma altura que chega a 400 metros de altura, é como ter diante dos olhos uma imensa cidade abandonada de rochas esculpidas pela ação dos ventos e da chuva.

Fica de olho: entrada permitida apenas com acompanhamento de guia, diariamente, entre 8h30 e 12h, e a saída até às 17h.

Crista de Galo (foto: Eduardo Vessoni)

Crista de Galo

A visita à Cidade de Pedra pode ser combinada com outro atrativo natural que prova o potencial cênico da Chapada.

“É onde se tem uma visão panorâmica da vegetação, que parece até um veludo sob esse altar onde estaremos”, anuncia o guia Alfredo.

A subida até o topo é puxada e exige disposição, mas impressiona ver a vegetação aos pés dos paredões rochosos, com vista de 360°.

O nome é uma referência às formações rochosas que lembram cristas-de-galo petrificadas.




Fica de olho: o próprio condutor contratado fica responsável pelo agendamento da visita, cuja entrada é permitida entre 8h30 e 12h, com saída até 17h. De acordo com o ICMBio, a trilha até o estacionamento próximo á trilha pode ser feita também a pé ou de bicicleta (6 km, aproximadamente).

Vale do Rio Claro (Eduardo Vessoni)

Vale do Rio Claro

Inserido em uma região que vê o encontro de três (abafantes) biomas – Cerrado, Amazônia e Pantanal – esse é mais um daqueles destinos do centro-oeste brasileiro com temperaturas elevadas.

Mas a Chapada não só exige, mas também compensa.

Aberto para apenas 48 pessoas por dia, o Vale do Rio Claro é considerado um dos locais mais restritos em todo o Parque Nacional e, assim como a Cidade de Pedras, uma das experiências mais impactantes de todo o destino.

Para isso, basta se equipar com máscara e snorkel para fazer uma descida de rio em águas, exageradamente, claras, em um circuito de pouco mais de 1 km com obstáculos naturais que deixam a experiência ainda mais interessante, como troncos de árvores.

Fica de olho: o próprio condutor contratado fica responsável pelo agendamento da visita, cuja entrada é permitida entre 8h30 e 12h, com saída até 17h.


QUEM LEVA
Para esta viagem, realizada antes da pandemia, o Viagem em Pauta foi recebido pela Chapada Explorer, agência no centro do município Chapada dos Guimarães que também atua em destinos do estado, como Nobres, Pantanal e Serra do Roncador.

Administrada pelo sempre bem informado Alberto Krebs, a agência é pioneira na comercialização de roteiros 4×4 na região, cujos roteiros costumam priorizar os atrativos menos explorados da região.

Em determinados momentos dos roteiros, não é raro ter a sensação de ser o único visitante em toda a Chapada.

Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso (foto: Andrea Weschenfelder/Wikimedia Commons)

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